Pequenas opiniões sobre quase tudo que servirão para quase nada
Quarta-feira, 29 de Fevereiro de 2012
29 de Fevereiro

Quem celebra o aniversário de quatro em quatro anos é mais novo do que os outros?

É mais poupado?

Tem mais razão em estar contente/descontente com o Governo do que os que todos os dias blasfémam?

 

E porque é que o Governo quer conhecer as dívidas das autarquias se já as conhece?

-Ah! É para ver se confere!

Pois, e penalizar (cadeia, com eles) os que escondem, mentem e usurpam.



carlos arinto maremoto às 10:24
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Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012
reflexões e ilusões

Anda "um homem" a lutar por cada vez melhor e depois é um filme a preto e branco e mudo que ganha os óscares.

Mas, realmente, o melhor é andarmos todos mudos e calados.

podemos fazer uns esgares...sem problema.

Está aí para chegar a Primavera,mas...ainda não chegou.

Entretanto existem fogos de inverno. Ardem matos, morrem velhos, sozinhos em casa, desaparece tudo devorado pela crise.

Com tanta abundãncia não chove.

A séca mais sêca dos últimos 60 anos. Os meteorologistas dizem que não. Estavos com valores de precipitação semelhantes ao do ano passado, só que distribuidos por tempo diferente.

 

Com tanta crise muitas empresas vão tendo sucesso e exportando. Quem faz pela vida é recompensado.

Quem recusa trabalho a € 900,00/mês porque ganha mais no subsidio de desemprego... deveria arder no inferno.

Mando arranjar umas calças..só está pronto daqui a duas semanas. Muito trabalho, justifica-se a senhora.

Pois!!.... 


E se em vez da primavera viesse outra coisa qualquer?

É dificil, dizem-me, as minhas àrvores já estão com botõezinhos, a quererem botar cá para fora flores.

Então ao menos que chova, grito!

Dizem-me que a maçonaria está a ponderar intervir no assunto. Bem, é melhor! Assim é que não!

E não é por mim, é por causa de Bragança e da Guarda. Parece que os locais onde vão buscar água estão esgotados. E depois lavam a loiça com a torneira a correr e tomam banho de imersão, vejam lá.

Será que se pode Alquevar aquilo?

Mas con tantas barragens lá pela zona, não quererão encontrar uma solução mais económica do que virar o Pais ao contrário para a água do sul ( dos mouros) ir ajudar os fundadores da nacionalidade, os que abrigaram o Viriato e ainda... aquele cantinho que possui uma Domus lindissima.

Todos para o Algarve, já.



carlos arinto maremoto às 12:05
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Sábado, 25 de Fevereiro de 2012
o meio, ambiente, estraga tudo???

Na fila do supermercado, o homem da caixa diz a uma senhora idosa:

A senhora deveria trazer os seus próprias sacos para as compras, uma vez que os sacos de plástico não são amigos do meio ambiente.

A senhora pediu desculpas e disse:

- Não havia essa onda verde no meu tempo.

O empregado respondeu:

- Esse é exactamente o nosso problema hoje, minha senhora. A sua geração não se preocupou o suficiente com o nosso meio ambiente!

- Você tem razão - responde a senhora idosa - a nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava-as de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes deas tornar a utilizar, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.

Realmente não nos preocupámos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até ao comércio, em vez de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos de caminhar dois quarteirões.

Mas você tem razão. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente.Naquele tempo, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam as nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido dos seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.

Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos uma televisão ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha um ecrã do tamanho de um lenço, não um ecrã do tamanho de um estádio; que depois será descartado, e como?

Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinaseléctricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágilpara enviar pelo correio, usávamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico com bolhas ou pellets de plástico que duram  quinhentos anos para se degradarem. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a relva, era utilizado um cortador de relva que exigia músculos. O exercício era extraordinário e natural, e não precisávamos de ir a um ginásio e usarmáquinas para fazer de conta que caminhamos e que também funcionam aelectricidade. Preferíamos caminhar na cidade ou no campo.

Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos directamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora envenenam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas (afiáveis), e agora deitamos fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina deixou de cortar.

Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o autocarro e os meninos iam de bicicleta ou a pé para a escola, em vez de usar a mãe ou o pai como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos apenas uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.

Então, não é engraçado que actual geração fale tanto no meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?

 

Para além dos supermercados que perguntam: - quer saco? e depois cobram dois cêntimos por cada. E..."toda a gente" compra, e leva e não se imposta.



carlos arinto maremoto às 16:54
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Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2012
o ridiculo

Quanto custa beber água da torneira?

Resposta: 3xmais do que água engarrafada.

 

-

O problema está nos copos e nos jarros.

Além do funcionário ( e dois chefes, será?) para encher os jarros e lavar a loiça.

 

 Como não chove, vamos mesmo ter de optar pela água engarrafada. É que esta não cai do céu...vem de debaixo da terra. Dahhhaaah!!!

 

Depois do caso das viagens de avião que são à borla.

Da ausência de gravata no ministério do ambiente para poupar energia.

Da intolerãncia de ponto no Carnaval.

Da meia-volta de Cavaco, com medo de uma centena de alunos ( num total de 1400) das artes

 

Que mais nos irá acontecer?

 

Qual Bruno Nogueira, qual Hermam José!!!!

 

 



carlos arinto maremoto às 08:45
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Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012
José Afonso

 A melhor homenagem que se pode fazer é ouvi-lo.

Sempre!

E apreciar a limpeza da voz, o som e os sons, os acompanhamentos e a envolvência.

(Afinal tudo se resume à involvência: paisagens, lutas, trabalho, cultura popular e erudita, solidariedade, orgulho, humildade, sacrificios...)

 

 *Estátua no Jardim da Amadora 



carlos arinto maremoto às 19:11
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Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2012
desemprego diminui?

O número de traficantes de droga, com origem em Marrocos, está a aumentar.

Nas últimas semanas, foi a filha do actor Vitor Norte e quatro mortos num despiste no Alentejo.

Todos com droga.

Muitos outros terão escapado.

É uma "boa" actividade e não paga impostos. Tem os seus riscos, pois tem!

Não faz baixar a estatistica do desemprego, nem cria riqueza (os seus agentes continuam uns desgraçados) mas tem vindo a aumentar o número de idiotas que gostam de matar outros idiotas (consumidores) 

Enfim... estou cheio de pena deles.

 

*A coisa está tão mau que a mãe de Sara Norte teve de vender o exclusivo das suas visitas à filha a uma revista para poder pagar as deslocações a Algeciras.

 

E depois aquele moço que matou a "paneleira" do Carlos Castro continua preso e a aguardar julgamento em Nova York.

 

Alguém viu por aí o Cavco e Silva, desaparecido numa estrada, em Lisboa, quando rumava em direcção à escola António Arroio?

Teme-se que possa, um dia destes ser encontrado morto, sozinho, em casa. Os vizinhos já alertaram para o cheiro que sai de Belém, devido ao inexplicado "impedimento"...mas pode ter sido só uma dor de barriga, tipo diarreia.



carlos arinto maremoto às 19:14
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carnaval

Portugal parece um País deserto.

Foram todos para o Carnaval.

  enquanto se tenta "salvar" a Grécia, para que ela nos salve a nós, o Governo deu um tiro do pé. Não é grave, mas realmente os portugueses levam o Carnaval muito a sério. Amanhã será quarta feira de cinzas.

Do pó ao pó e nada resta ou algo sobreviverá.

 



carlos arinto maremoto às 13:10
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Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012
rir ou chorar?

Há por aí um princepe da Igreja que diz que a mulher é para estar em casa a educar os filhos e a preparar a comida para o marido.

Olha que bom!

Sabia que em Portugal não havia evolução e que tinhamos até regredido, mas assim tanto?........



carlos arinto maremoto às 20:32
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Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012
justiça ?

O Ministério Público não se conforma com a não detenção de Isaltino Morais para cumprimento de prisão. Esta posição foi manifestada na página da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa.

Os procuradores consideram que o caso transitou em julgado, já corre mesmo o prazo para prescrição e condenam a atitude da juíza de Oeiras, que acusam de não estar a cumprir uma decisão judicial.

O Ministério Público já recorreu para a Relação, a 15 de Fevereiro, do despacho da juíza de Oeiras, datado de finais de Janeiro, onde esta não ordenou a prisão do autarca no âmbito do processo das contas na Suíça onde foi condenado a dois anos de prisão.

(sapo noticias)

 

E assim vai a justiça portuguesa, depois queixam-se de que.....



carlos arinto maremoto às 17:46
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Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012
triplo homicidio

Em Beja.

Homicidio colectivo: Withney Houston

Homicidio selectivo: no Sporting

Homicidio sem dor: Duarte Lima

Homicidio sem culpa: Armando Vara

Homicidio sem desculpa: José Sócrates

Homicidio à inteligência: Arménio Carlos (300 mil na Praça do Comércio?)

 

E tudo o ventro levou.



carlos arinto maremoto às 11:21
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Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012
firme e hirto

Domingos Paciência está sólido, tem a minha confiança.

Domingos Paciência abandona o Sporting

Portugal não vai pedir renegociação da divida.

Portugal pede à Alemanha flexibilização no pagamento da divida

 

... e assim por diante.



carlos arinto maremoto às 18:53
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Domingo, 12 de Fevereiro de 2012
assim acontece

""""Segundo o site TMZ, que cita familiares da cantora norte-americana, encontrada inanimada na banheira do seu quarto, Whitney Houston tomava anti-depressivos, sendo que alguns estavam no chão da casa de banha, dando a entender que a também actriz poderá ter morrido afogada após adormecer durante o banho.

A polícia já garantiu que não encontrou nenhuma droga ilícita no quarto, embora tenha descoberto seis frascos de medicamentos. Whitney Houston iria assistir à cerimónia de entrega dos Grammy na noite deste domingo."""

Estão a perceber?...Estas coisas acontecem.

Na Grécia o pessoal partiu para a porrada. E ainda dizem que aquilo tem tudo a vfer connosco. Não! Não me convencem.

É como o Sporting Clube de Portugal...não me convence. (perdeu com o Maritimo)

O professor Marcelo apresenta os Gift e desculpa Passos Coelho....foi um erro de linguagem e de imagem. Não somos piegas!

Não há toilerãncia de ponto porque ninguém informou o Primeiro Ministro de que havia escolas neste País! Ouvi bem? Não! Não é isso... há escolas mas estão fechadas, isto é abertas, são as cantinas que não funcionam. Ah!Bom!

Todas estas coisas acontecem aqui em Portugal, onde o ministro das finanças consegue ir lá à frente dar "uma palavrinha" ao seu colega alemão e as televisões gravam tudo como se estivessem a divulgar  um segredo de Estado. Até parece que são da Maçonaria.

+O mesmo aconteceu em Espanha, com a Espanha+

Enquanto a m.i.a. (alguém sabe quem é) levantava o dedo do meio da mão na intervalo da super bowl.

Estou mesmo preocupado com o choque que isto foi para os americanos.



carlos arinto maremoto às 21:48
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Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012
cgd

A Caixa Geral de Depósitos deu prejuizo.

Muito, claro!

Tal como quando dá lucro. Muito.

 

O que me admira é como é que não deveria dar...com o mau serviço que presta aos clientes.

- Tempo de espera exagerado e escessivo.

- Não actualizam as cadernetas, mandam os clientes "à maquina".

- Tudo devagar e devagarinho.

 

Claro que para os "amigos" a coisa não é assim.

Isto que relato e protesto é do atendimento ao "povo", à população, aos depositantes....

Deu prejuizo? Paciência. Não sejam piegas.

 

 



carlos arinto maremoto às 20:41
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Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2012
madrid bipolar

É como no futebol: um dia bestial, outro besta!!!

 

O Tribunal Supremo de Madrid condenou hoje o juiz Baltasar Garzón a 11 anos de suspensão do exercício da profissão, no âmbito de um caso relacionado com alegadas escutas ilegais.

O reconhecido juiz espanhol é acusado de ordenar escutas ilegais numa prisão a conversas, entre arguidos num mega-processo de corrupção e advogados. A condenação obriga também ao pagamento de uma multa e às custas do processo.

O veredicto do Tribunal Supremo foi aprovado por unanimidade pelos sete magistrados que conduziram o caso. Os juízes do Supremo consideram que Garzón utilizou “práticas de regimes totalitários”. 



carlos arinto maremoto às 18:10
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Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012
um texto de JAB


A trapeira do Job

José António Barreiros, advogado

 

Isto que eu vou dizer vai parecer ridículo a muita gente.

Mas houve um tempo em que as pessoas se lembravam, ainda, da época da infância, da primeira caneta de tinta-permanente, da primeira bicicleta, da idade adulta, das vezes em que se comia fora, do primeiro frigorífico e do primeiro televisor, do primeiro rádio, de quando tinham ido ao estrangeiro.

Houve um tempo em que, nos lares, se aproveitava para a refeição seguinte o sobejante da refeição anterior, em que, com ovos mexidos e a carne ou peixe restante, se fazia "roupa velha". Tempos em que as camisas iam a mudar o colarinho e os punhos do avesso, assim como os casacos, e se tingia a roupa usada, tempos em que se punham meias-solas com protectores. Tempos em que ao mudar-se de sala se apagava a luz, tempos em que se guardava o "fatinho de ver a Deus e à sua Joana".

E não era só no Portugal da mesquinhez salazarista. Na Inglaterra dos Lordes, na França dos Luíses, a regra era esta. Em 1945 passava-se fome na Europa, a guerra matara milhões e arrasara tudo quanto a selvajaria humana pode arrasar.

Houve tempos em que se produzia o que se comia e se exportava. Em que o País tinha uma frota de marinha mercante, fábricas, vinhas, searas.

Veio depois o admirável mundo novo do crédito. Os novos pais tinham como filhos uns pivetes tiranos, exigindo malcriadamente o último modelo de mil e um gadgets e seus consumíveis, porque os filhos dos outros também tinham. Pais que se enforcavam por carrões de brutal cilindrada para os encravarem no lodo do trânsito e mostrarem que tinham aquela extensão motorizada da sua potência genital. Passou a ser tempo de gente em que era questão de pedigree viver no condomínio fechado, e sobretudo dizê-lo, em que luxuosas revistas instigavam em couché os feios a serem bonitos, à conta de spas e de marcas, assim se visse a etiqueta, em que a beautiful people era o símbolo de status como a língua nos cães para a sua raça.

Foram anos em que o Campo se tornou num imenso ressort de Turismo de Habitação, as cidades uma festa permanente, entre o coktail party e a rave. Houve quem pensasse até que um dia os Serviços seriam o único emprego futuro ou com futuro.

O país que produzia o que comíamos ficou para os labregos dos pais e primos parolos, de quem os citadinos se envergonhavam, salvo quando regressavam à cidade dos fins de semana com a mala do carro atulhada do que não lhes custara a cavar e às vezes nem obrigado.

O país que produzia o que se podia transaccionar, esse, ficou com o operariado da ferrugem, empacotados como gado em dormitórios, e que os víamos chegar mortos de sono logo à hora de acordarem, as casas verdadeiras bombas-relógio de raiva contida, descarregada nos cônjuges, nos filhos, na idiotização que a TV tornou negócio.

Sob o oásis dos edifícios em vidro, miragem de cristal, vivia o mundo subterrâneo de quantos aguentaram isto enquanto puderam, a sub-gente. Os intelectuais burgueses teorizavam,ganzados de alucinação, que o conceito de classes sociais tinha desaparecido. A teoria geral dos sistemas supunha que o real era apenas uma noção, a teoria da informação substituía os cavalos-força da maquinaria pelosmegabytes de RAM da computação universal. Um dia os computadores tudo fariam, o Ser-Humano tornava-se um acidente no barro de um oleiro velho e tresloucado que, caído do Céu, morrera pregado a dois paus, e que julgava chamar-se Deus, confundindo-se com o seu filho e mais uma trinitária pomba.

Às tantas, os da cidade começaram a notar que não havia portugueses a servir à mesa, porque estávamos a importar brasileiros, que não havia portugueses nas obras, porque estávamos a importar negros e eslavos.

A chegada das lojas-dos-trezentos já era alarme de que se estava a viver de pexibeque, mas a folia continuava. A essas sucedeu a vaga das lojas chinesas, porque já só havia para comprar «balato». Mas o festim prosseguia e à sexta-feira as filas de trânsito em Lisboa eram o caos e até ao dia quinze os táxis não tinham mãos a medir.

Fora disto, os ricos, os muito ricos, viram chegar os novos ricos. O ganhão alentejano viu sumir o velho latifundário absentista pelo novo turista absentista com o mesmo monte mais a piscina e seus amigos, intelectuais, claro, e sempre pela reforma agrária, e vai um uísque de malte, sempre ao lado do povo, e já leu o New Yorker?

A agiotagem financeira, essa, ululava. Viviam do tempo, exploravam o tempo, do tempo que só ao tal Deus pertencia, mas, esse, Nietzsche encontrara-o morto em Auschwitz. Veio o crédito ao consumo, a Conta-Ordenado, veio tudo quanto pudesse ser o ter sem pagar. Porque nenhum Banco quer que lhe devolvam o capital mutuado, quer é esticar ao máximo o lucro que esse capital rende.

Aguilhoando pela publicidade enganosa os bois que somos nós todos, os Bancos instigavam à compra, ao leasing, ao renting, ao seja como for desde que tenha e já, ao cartão, ao descoberto-autorizado.

Tudo quanto era vedeta deu a cara, sendo actor, as pernas, sendo futebolista, ou o que vocês sabem, sendo o que vocês adivinham, para aconselhar-nos a ir àquele Balcão bancário buscar dinheiro, vendermos-nos ao dinheiro, enforcarmos-nos na figueira infernal do dinheiro. Satanás ria. O Inferno começava na terra.

Claro que os da política do poder, que vivem no pau de sebo perpétuo do fazer arrear, puxando-os pelos fundilhos, quantos treparam para o poder, querem a canalha contente. E o circo do consumo, a palhaçada do crédito servia-os. Com isso comprávamos os plasmas mamutes onde eles vendiam à noite propaganda governamental e, nos intervalos, imbelicidades e telefofocadas, que entre a oligofrenia e a debilidade mental a diferença é nula. E, contentes, cretinamente contentinhos, os portugueses tinham como tema de conversa a telenovela da noite, o jogo de futebol do dia e da noite e os comentários políticos dos "analistas" que poupavam os nossos miolos de pensarem, pensando por nós.

Estamos nisto.

Este fim-de-semana a Grécia pode cair. Com ela a Europa.

Que interessa? O Império Romano já caiu também e o mundo não acabou. Nessa altura, em Bizâncio, discutia-se o sexo dos anjos. Talvez porque Deus se tivesse distraído com a questão teológica, talvez porque o Diabo tenha ganho aos dados a alma do pobre Job na sua trapeira. O Job que somos grande parte de nós.

 

 



carlos arinto maremoto às 11:58
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brincadolas, graçolas e outras holas

Estamos no Carnaval, por isso:

- Podemos tirar coelhos da cartola?

- Nesta Pácoa (que é já a seguir) o coelhinho vai com o papá ao circo?

- O Coelho da Páscoa era um prenuncio? E o núncio o que é que anuncia?

- Ainda se matam dois coelhos com uma cajadada só? Dúvido!

- O coelho que eu mais gosto é de "fricassé".

- ..."coelhinho como tu, foste à festa ou foste levar no ....todos os patinhos sabem bem nadar, dedos levantados e perninhas a dar a dar.

 

*Não seja piegas, apoie a Grécia! ( e já agora o Cavaco e Silva)

 

HOla única: Madona e a condessa muito feia vêm a Portugal. A mim apeteceia-me algo Ambrósio,talvez uma quinta em Gondomar.



carlos arinto maremoto às 08:55
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Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2012
e/imigrantes

A reacção de Álvaro Santos Pereira, ao deputado do PCP foi: "O senhor não está a respeitar os emigrantes portugueses!", acrescentando estar farto de insinuações do PCP por de ter sido emigrante durante vários anos. O debate continuou, mas o ministro da Economia não desistiu: "Sou português com muito orgulho e representei o meu país fora de Portugal tal como outros cinco milhões de portugueses o fazem". E fechou dizendo estar na altura "do Partido Comunista terminar com essa forma de política rasteira e baixa". Foi então que Agostinho Lopes, visivelmente exaltado, se virou para Santos Pereira e disse: "Não diga asneiras, porra! Quem está a dizer que não gosta emigrantes?"

 

Mais nada!  Tudo isto se passou hoje no Parlamento português.

Somos um País de emigração e de imigrantes, ou não somos? Somos! Sempre o fomos! Com muito orgulho.

Então estamos a falar de quê?



carlos arinto maremoto às 20:24
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Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2012
os portugueses

Está a ser julgado, em Famalicão, um homem que obrigava a mulher a participar em orgias.

A mulher não parece obrigada a participar ( não passa o tempo todo do video a repetir, não, não quero, não me obriguem)  mas se ela diz que era forçada, acreditamos.

O Castela Branco, aquela coisa sem sexo, nem nexo, diz que se participou foi porque foi drogado.

Ele não se lembra de nada.

Agora o primeiro ministro veio dizer que não há ponte no Carnaval.

Graça Moura não aplica o acordo ortográfico no Centro Cultural de Belém.

Nem o mesmo é aplicado na Casa da Musica no Porto.

A orgia acabou?

Os portugueses participaram porque estavam drogados?

 



carlos arinto maremoto às 20:13
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Domingo, 5 de Fevereiro de 2012
lfmenezes

Luis Filipe Menezes ambiciona ser o rei do norte.

Vá lá, o vice-rei.

O lider, queria eu dizer. O querido lider. (pelo menos é o que diz o Jornal de Noticias)

Mas O Marcelo disse que o Rui Rio não havia conseguoido e por isso estava tudo estragado.

Ninguém consegue!.

Menezes desesperado - só pode - foi para junto dos moradores de Gaia a quem a sua Cãmara tinha escrito umas coisas a dizerem que iam ser despejados, e que estavam ilegais, e que coisa e tal... e que os terrenos onde se encontram as construções são para.... e que há prazois a cumprir,mas agora é a sério...... e outorgou: enquanto eu for Presidente daqui ninguém sai!

E usou aquela frase célebre do Bill Clinton: olhos nos olhos.

Não disse" reed my lips" porque muitos dos moradores da arriba não sabem ler.

Então o que é que fazemos às cartas da sua autarquia?

- Rasguem-nas!

E assim nasce, cresce e há-de morrer um grande lider.

(lembram-se do congresso do psd..... à pois é!.... já foi à muito tempo?...pois foi....)

 

Luis Filipe Menezes vai concorrer ao Porto.

Valentim Loureiro.....também! Será?

(agora que foi ilibado, já pode chamar homem "pequenino" ao Marques Mendes)



carlos arinto maremoto às 19:04
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