Pequenas opiniões sobre quase tudo que servirão para quase nada
Quinta-feira, 14 de Novembro de 2019
invisivel

Invisivel é o sonho

E a silhueta dos que amam

Invisivel porque existe

Para lá da vida

Em brumosos encontros

Em indelével fermentar

Em sussuro.

A brisa acaricia o mar

Quase não lhe tocando

Faz-se invisivel

Para o contentar.

Aparece desaparecendo

E desaparecendo

Aparece. Está aqui!

Brinca, maroto

O invisivel

Sendo caldo,

sobreposição

De camadas telúricas,

Pura energia fóssil

combustão.

 

O sopro não tem visibilidade

E os nossos olhos pouco enxergam

Tal como o pensamento

Que não pode ser acorrentado

Lá onde o nada se resolve

Em toda a matéria do universo.

 

Invisivel é a vontade!

 

 



carlos arinto maremoto às 18:25
link do post | comentar | favorito

Quarta-feira, 13 de Novembro de 2019
retorno a Babel

Depois de Babel

(muitos anos depois

retornamos a Babel)

Os homens sentam-se à mesma mesa

E falam sobre o desconhecido

O que não conhecem

E o que sentem.

Não precisam de se entender

Na forma da lingua,

No som, nas palavras,

No cortiço e na colmeia

Das suas origens

Conhecimentos -

diriamos: culturas -

Expressões, aldrabas

Miriades de encantamentos

Alfabetos, regras, regulamentos

Gramáticas.

Fazem-no pelo gesto

No olhar, no aperto das maõs,

No abraço

Também na luz dos olhos

Que chispam

Que faúlham,

No indefinido sentir

De que somos unos, iguais

Completos!

 

Somos!

E isso nos define.

 



carlos arinto maremoto às 17:05
link do post | comentar | favorito

Terça-feira, 12 de Novembro de 2019
Coluna de Hércules

Mar de ondas em canhão

Vento de arriba e nortada

Frio, gelo,muito frio.

(embrulho as mãos nos bolsos do sobretudo)

Não sei se é chuva ou salpicos das ondas

(não sinto os pés, as pernas ou o nariz)

Olho a distancia e um nevoeiro maligno

Venda-me a vista e não descortino nada.

Sou pedra e musgo, estátua, padrão e sal

O mar é meu companheiro e namorado

Sim, o mar é solteiro. 

Quem me fustiga, testa a minha força

E eu resisto.

(Depois de uma noite mais violenta,

Um céu claro abre-se e a luz purifica-me

Dormimos um dia profundo, serenos

Nem o barulho das gaivotas nos incomodam

Somos passageiros da viagem que a terra

Rodando nos oferece)

Do alto da minha coluna de faroleiro

Saúdo a chama do tempo

Que vigia

Que orienta

Que conduz

Que nos alimenta

Seduzindo a trovoada da vida

Apaziguando o medo e o queixume.

Sou nazaré!

 

 

 

 



carlos arinto maremoto às 18:31
link do post | comentar | favorito

Segunda-feira, 11 de Novembro de 2019
A mão que dá

Vejo caminhos, nas pontes que procuro

E vou neles até ti

Sei que somos estranhos e opostos em tudo

Mas acredito que podemos conversar.

Vejo caminhos em zigzag ou em rectas sem fim

Uns alcandonados em escarpas

Outros arrojando-se em vales profundos

Todos como serpentes, combinando-se

Para me dificultarem a caminhada.

Aqui um desabamento, um colapso atrasa-me

Ali um vento medonho empurra-me para trás.

As pontes têm duas margens: uma começa

Do lado de cá. A outra começa: Do lado de lá.

O que seria do meu caminho sem pontes?

Tudo começa no dia em que nascemos

E depois continua, continua, continua...

Até que somos nós,

E nos transformamos e modificamos 

                                                  como uma flor

Que continua a ser, como nós, quando já não

       a vemos, nem escutamos, mas sentimos

No entrelaço da vida, da procura e da resposta

Que sentido faz a mão que encontra?

Que sentido faz a mão que acarinha?

Que sentido faz a mão que afaga?

O sentido que a vida nos dá!



carlos arinto maremoto às 19:11
link do post | comentar | favorito

Sábado, 26 de Outubro de 2019
os tempos

Um conjunto de estranhos bárbaros

Chegaram hoje a Lisboa.

São novos seres que despontam

Envoltos na fuligem do diferente

Convencidos que são gente.

O velho teatro abre-se para eles

E estes, extasiados, sentem-se imunes

Malditos, adorados e convencidos

Que são a fonte de águas milagrosas

Que nos gotejos se ira tornar caudalosa.

A sessão começa. Cai o pano!

Nunca mais se ouviu falar de coisa assim.



carlos arinto maremoto às 19:02
link do post | comentar | favorito

Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019
livraria do mondego

pedra cruz.jpg

Um muro com pedras abre caminhos

O xisto lançado ao céu

Em formações geológicas antigas

Faz-nos mendigos

livraria do mondego.jpg

Somos o cinzel de nós próprios.



carlos arinto maremoto às 11:16
link do post | comentar | favorito

Segunda-feira, 21 de Outubro de 2019
filho

o teu olhar

a preto e branco

Longe -

na fotografia,

Não se sabe bem

onde? -

tira-me

a

angustia,

o

medo,

a

ansiedade,

e

o

terror

de te perder.

Porque,

nesse teu olhar

o azul

volta a ficar

azul

em tons de preto

e branco

como um

firmamento

Em tons de graveto

e solfejo de amor.

 



carlos arinto maremoto às 21:00
link do post | comentar | favorito

Domingo, 20 de Outubro de 2019
Hoje é dia

Todos os dias são os meus dias.

Não, o ontem, o hoje ou talvez o amanhã.

O meu dia é o agora, o sempre

A luz com sombras por onde namoro

(toda a luz tem sombras,

As nuvens estão lá para isso)

O caminho que trilho: umas vezes por aqui

Outras por ali. Onde der mais jeito!

Os sentimentos que uso para me alimentar

Sonhar, respirar ter vontade de mudar

Ou deixar que tudo continue na mesma,

Que o eterno já vem de longe.

O meu dia é hoje.

Vou celebrar com a dignidade dos velhos

Com a serenidade dos antigos

Com a amoção e o desejo de muitas lutas,

Conquistas e desejos de todos os novos.

Não sei se com poesia, musica, pintura

Canto, ou retiro espiritual.

Sei que será verdadeiro e total.

 

Hoje é dia.

Porque o dia também tem noite

( Repara como é bela a estrada

Transfigurada pelo luar,

Com recantos, armadilhas 

poços negros e adversidades -

mesmo que não queiras,

esles estão lá

para serem vencidos - 

Hoje é dia.

De dizer: Obrigado!

Por este dia.



carlos arinto maremoto às 11:14
link do post | comentar | favorito

Sábado, 19 de Outubro de 2019
a vida é bela

Era um optimista.

Tudo era alegria, contentamento

Amor, felicidade

Era anti-depressivo

Nada o afetava, via sempre o lado bom

da intrusão, da violência,

Da imoralidade, da injustiça

A vida é mesmo assim - dizia

O sol e a lua

Os pássaros e as azinhagas

Os rios caudalosos

As mulheres bonitas de se ver.

Era optimista

Gostava de todas as experiências

De todos os tropeções que a vida dá

Nunca se queixou.

Quando morreu

Porque tanto gostou,

Quiz repetir a experiência.

 

Não sei se conseguiu.

Nunca mais o vi.



carlos arinto maremoto às 10:26
link do post | comentar | favorito

Sexta-feira, 18 de Outubro de 2019
ritmo helicoidal


Não tenho como explicar. Quando chegámos ao céu (que alguns reclamam ser “o paraíso”) não estava lá ninguém. Ficámos surpreendidos, claro, é suposto ser um lugar com muita gente, muitas gerações de “boas pessoas” e outros tanto equivalentes. Poderiam ter saído para alguma missão, ou passeio geriátrico, poderiam, simplesmente, estar de folga, mas, não…era apenas um lugar sem cor, deserto, sem rasto de vivalma ou sequer ser que tivesse sido.

Duetos com João Dódio (exerto)

carlos.arinto.4.jpg

 



carlos arinto maremoto às 18:36
link do post | comentar | favorito

Terça-feira, 15 de Outubro de 2019
poema para minha mãe

Ser àrvore ou ser pássaro

Durmo nos teus braços

Tudo e nada me tráz aqui. 

Quero silêncio. Apenas silêncio.

Sei que estás aí!

 



carlos arinto maremoto às 12:13
link do post | comentar | favorito

Sexta-feira, 4 de Outubro de 2019
contos e mais contos

além.jpg

Um conjunto de contos sobre um tema comum.

Carlos Arinto, Ana paula Barbosa, Manuel Mendonça, Suzete Fraga e Jorge Santos são os autores.

além.jpg

 

 

 



carlos arinto maremoto às 13:20
link do post | comentar | favorito

Sábado, 2 de Fevereiro de 2019
contradições

E no dia que desaparece, 

fico entre paredes,

                       no meio das casas

espreitando, chaminés e mastros

                      como

bandeiras drapejando em castelos

                      como

se a febre da loucura da conquista

                      fosse

                                    coisa antiga

 

encolho os ombros, indiferente.

 

Sei que o não deveria ser, mas...

Não consigo olhar o mundo

                                       de outra maneira

Sou-lhe indiferente, tal como ele, o mundo,

me é indiferente

                                        a mim.

Estas são as flores

Que o inverno destruiu.

Flores que o frio matou.

estas são as flores

Que em contradição

Existem em mim.

 

E nessa indiferença lanço gritos de dor

sacudo a angustia e o pesadelo regressa

(transformo-me em monstro, em mastim)

quero ser parte do universo e da noite

depois do dia, da trovoada, do calor do sol,

da água, da chuva e do vento rajada 

punhado de areia e turbilhão que seja

um novo amanhecer, uma nova idade

(animal, bicho, predador, peixe...

tudo menos homem, que já me esqueci

do que fui e por onde andei ...)

devem ser desgostos da idade, dizes

para me consolar. Eu não sei explicar!

 

Indiferente na raiva, no amor, na saudade.

Indiferente, até que a memória se apague.

Aí, serei igual! Ou talvez outro!

 

Nunca somos o mesmo do que fomos

porque o tempo e o mundo nos mastiga,

consome, transforme e berra renascendo

 

Quero ser pai, quero ser mãe!

 

 



carlos arinto maremoto às 18:47
link do post | comentar | favorito

Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2019
aguas que descansam e se braviam

Sentimos o mar e o vento alimenta-nos.

 

À vista dos que bailam, nas ondas, nas nuvens, 

E nos cheiros de marés e peixe

As aves e os turistas transformam-se

Em mantas coloridas de iris infinitas.

 

Barcos, casas, ermidas, velas de voar

Areias que fizeram barco estrangeiro naufragar.

 

Onde a água desliza, abrindo poça

A luz crua ou a noite salgada são sonho

E as confrarias se bastam

No engalanar do júbilo de ser unica.

 

Dunas em movimento, perseguindo

Modificando, alterando a paisagem

E o curso do tempo a que resiste

Para se manter inical e pura.

 

Tudo aqui tem mar e oração

Agradecimento, benção, pedido de perdão

Pela lagoa cheia, perfumada,

Povo enxuto, terra abençoada.

 

E se em delirio, extase ou devoção

Quisermos ver o sol, basta estender a mão

Mar, planície, lagoa, serra, povoação

Aqui eu sou criança e criação.

 



carlos arinto maremoto às 18:56
link do post | comentar | favorito

Domingo, 13 de Janeiro de 2019
os que aqui vivem

O frio alastra

Percorre as ruas, o corpo, a cidade

E as pessoas, nos seus agasalhos

Curvam-se ao frio procurando resguardo.

O frio está firme em todo o céu

Envolvendo toda a foz do rio

A estrada, os dedos de cada mão

E os vidros opacos das janelas.

Nas cidades de prédios murados

E luzes fabricadas, o frio

É o que resta do sol antigo

(vejo paredes vazias e lençois de plastico

musica, futebol, noticias)

Um frio que abraça os telhados

E as profissões de rua

Um frio que gela - como lhe compete

Um frio que mata

                      Como nunca deveria ser

Um frio que arrepia e nos bate na cara

Um frio impiedoso

Aqui faz sempre frio em janeiro.

 



carlos arinto maremoto às 18:16
link do post | comentar | favorito

Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018
reflexo matinal

A luz chegou

Refletindo-se nas vidraças da tua janela.

 

Ao longe

Avisto a torre da Igreja

O sotão, onde repousam os nossos baús

E a chaminé da antiga fábrica,

Hoje abandonada.

(sento-me num degrau da escada que leva ao céu

Pedra cheia de musgo que ali está a fazer de amparo)

Não sei se é sol, apenas luz

Ou outra coisa qualquer o que vejo, como

Um espelho que devolve alegria, serenidade

Cheiros e recordações.

(um revérboro do passado, um buraco

Na fuga do tempo, um rasgão na saudade

Fissura de gente que se mostra como era)

Lá, tal como aqui, onde o frio e a saudade

se desfazem em névoas, em geada, em lume

Em desejo,                                           ( mas)

A ilusão passa e os planetas voltam a estar

Alinhados

 

Se eu acreditasse

Se eu soubesse rezar

Se eu fosse quem não sou

Se eu quisesse

 

Minto para me sentir luz

E a luz mente para me enganar.



carlos arinto maremoto às 09:36
link do post | comentar | favorito

Segunda-feira, 19 de Novembro de 2018
assombração

Tudo tem tormentos, inquietações

Ou não fossemos soldados, vigilantes

Riscos, relampagos, fissuras

No susto e na diferença, na margem

De uma virgula, em um fugaz repouso...

 

Tudo tem de ser coragem e vontade

Num repente tudo muda e se transforma

O que era, foi.

O amanhã não tem solução

Porque ainda não existe.

 

A Terra, planeta assim chamado pelos usuários

Modifica-se e percebemos que nos modificamos

Quando somos pedra, planta, flor ou pássaro

Ribeira, enxurrada e faisca. Quando somos verde-escuro

Incendio e nuvem na madrugada.  O tempo aí vem!

 

E tudo fica diferente, outro ou igual. Não sabemos!



carlos arinto maremoto às 17:11
link do post | comentar | favorito

Domingo, 11 de Novembro de 2018
Ladrão de mim

Transferi meus sonhos

Matei a beleza de ser jovem

Sou ladrão de mim.

E agora?

Onde me sento para receber a tua benção?

Minha mãe!

 

Os salteadores andam nas serras

Contavas-me quando eu era criança

E roubam os viajantes. Matam e fogem!

Querem comida, sangue e justiça

Dizias...desculpando-os da sua culpa.

Que outros culpa tinham.

 

O meu avô foi á guerra e lá morreu.

A guerra tudo roubou ao mundo

E a saudade ficou.

 

Eu também guerreiro fui

Numa outra guerra - é verdade!

Numa terra que desconhecia

E, talvez por sorte,

                                  não morri.

 

Somando todos os crimes

Fica o  mundo vazio

Que o dinheiro

É coisa antiga,

                              da Biblia

                              E das traições,

                              dos que roubam

E se matam, matando.

 

Os ladrões e os sentimentos

São os mesmos.

Comida, sangue e justiça!

 

Casei. Contigo vivi.

E agora que morro

Sou feliz.

 



carlos arinto maremoto às 11:09
link do post | comentar | favorito

Sexta-feira, 9 de Novembro de 2018
motivos

Há sempre um motivo.

 

Não é que eu tenha razão,

Mas há sempre um motivo.

 

Por isso 

Declarou que

 

Foram diversas as razões

E os motivos

 

Foi tudo por motivos!



carlos arinto maremoto às 16:45
link do post | comentar | favorito

Quarta-feira, 7 de Novembro de 2018
O tempo no presente

Tudo me parece obsoleto

estranho

Cansado de tantas palavras

E bravatas

E também dos jogos

E de todos os desfiles 

Procissões militares

Paradas religiosas

E elogios, preces e maravilhas

Contos, luzes e sismos

Sem sono e sem fim

Na pele, no corpo, na alma

Na geografia de mim

Tudo me faz indiferença

E me nega vontade.

 

No sorteio da vida

Espero a loucura do desejo

Tudo o que volte a ser

Beijo, riso e consequência

 

Porque a diferença é estranha

Por ser nova diferente.

 

 

 

 



carlos arinto maremoto às 14:03
link do post | comentar | favorito

MAREMOTO
pesquisar
 
Novembro 2019
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30


textos recentes

invisivel

retorno a Babel

Coluna de Hércules

A mão que dá

os tempos

livraria do mondego

filho

Hoje é dia

a vida é bela

ritmo helicoidal

arquivos

Novembro 2019

Outubro 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Agosto 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Junho 2016

Janeiro 2014

Março 2013

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

tags

todas as tags

links
a partir de:
28.03.2010