Pequenas opiniões sobre quase tudo que servirão para quase nada
Sábado, 25 de Janeiro de 2020
Flash

Vou escrever algo curto

Rápido

De electrão.

Não tenho pachorra para mais. 

Algo que termine

Antes de começar, 

Que acabe já aqui. 

Também 

Ninguém vai ler.

Quando virem

Já passou e o que passa

Já não é! 



carlos arinto maremoto às 17:07
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Sexta-feira, 24 de Janeiro de 2020
Leitura da magia iniciática

Mergulhei no sangue do dragão

E a floresta riu-se de mim.

Nada me faria ficar jovem

Eterno, imutável. Nada!

Escorri todos os óleos sagrados

Pelo corpo, e na cabeça 

Nasceram-me pensamentos

Obtusos. 

Fui ungido e embalsamado

Ficou o quê de mim? 

Um qualquer pássaro sagrado

Voou indo pousar no dragoeiro. 

Disse-lhe adeus, acenando

Voltei-me, revirei-me, aconchegando-me

E fui sonhar para outro lado. 

 

Felizes os que sonham com a morte

O sonho do eterno é sempre um sonho

Adiado. 

O fim fora cancelado. 



carlos arinto maremoto às 11:25
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A monarquia que eu queria.

A monarquia que eu queria

Tem manias. 

Tem príncipes, princesas, 

Herdeiros e outros cangalheiros, 

Para além do rei e da rainha

Que são tutores

Militares, doutores,

Que vivem de favores

Acompanhantes, certidões 

Facilitadores, 

Sofrem com os amores

Entre caçadas e desgraças

Como só eles sabem ter. 

A monarquia que eu queria 

Não é esta. Nem a outra. 

Afinal não quero nenhuma

Que não tenha a humanidade

Primeiro,

E a humanidade depois.

Uma monarquia das pessoas.

 

A monarquia que eu queria

É a monarquia que eu quero. 



carlos arinto maremoto às 10:57
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Quinta-feira, 23 de Janeiro de 2020
Vulgata

É assim, 

"Prontos!" 

Acabou-se a discussão

Ainda antes de ter começado.

Quem não concordar

Vai preso, 

Arrastado e desgraçado

Que não há-de nunca

Ter perdão. 



carlos arinto maremoto às 12:36
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A lagarta da couve

Já vinha no prato

Ainda o prato estava vazio

A lagarta fugiu do frio

Para o meu colo

Deixou a horta 

E comigo à porta

Sentou-se à mesa

E comigo conversou. 

Era uma lagarta da couve

Que tinha fome:

Dividimos a sopa

O caldo verde o bacalhau. 

Depois eu fui marear

E a lagarta da couve

Descansar. 

 

Nunca mais nos encontrámos! 

 

Na vida real de todos os dias

Vejo-a na televisao

Em dias de petisco

Num programa de culinaria

E gastronomia

Com políticos e saltimbancos

Que assaltam bancos

Mastigando couves tenrinhas

E brócolos em segunda mão

Nabiças e outras hortaliças. 

(congelados, conservados,

pois claro, recomendados

Para dietas e outras mezinhas

Com couves ou com galinhas) 

 

São lagartas com ventosas

As rodas do meu trator

Por cima de pedras e calhaus

Na lama e no mais desabrigado

Piso seco ou piso molhado

Lá andam as lagartas 

Desenrascando os desenrascados

Em sementeiras e escareeiras

A gradar o verde, do repolho

O rebento novo da flor da couve. 

(que lagarta não é minhoca, 

Nem centopeia ou serpente

Pequenina) 

 

A folha da couve tem dois lados

Mas só num vive a lagarta

Que se agarra com quantos pés tem

Para não cair. A lagarta da couve

não faz mal a ninguém. 

 

Viva a lagarta da couve!

Viva!

*

A lagarta da couve que houve

Escuta, presta atenção, 

Ao geito do Mário Viegas,

Ao surrealismo do Almada

Ao mito desta lição

que com musica

Poderia ser canção.

Lagarta da couve que não tem coração.

Depenada processionária em procissão 

Pede que passe despercebida. 

*

No fim dos tempos, 

Depois de todos os incêndios 

E inundações, 

Das aranhas e dos mosquitos

Ficaram as lagartas sozinhas

Era o fim, o armagedão.



carlos arinto maremoto às 03:35
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Quarta-feira, 22 de Janeiro de 2020
O beijo

Vou-te beijar!

 

Sou eu que te beijo

Ou és tu que me beija, a mim. 

Temos de decidir. 

Não podemos ficar assim. 

 

Claro que resolves tudo

Dizendo

Somos os dois. 

Um beijo só existe

Quando é partilhado

Dado, recebido, 

Oferecido, trocado. 

 

Beijemo-nos, pois,

No alvoroço do tempo

Que nos mistura, 

Na troca que nos une

No enigma dos olhos

Que se confundem ao fechar

Na boca que se abre ao sonho

Do ritual que se inicia

Ao beijar. 



carlos arinto maremoto às 18:14
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Intervalo

Lá vai o galo

Que tem muito que contar

Bate o galo na galinha

Antes e depois do altar. 

Galo que canta de galo

Sem ser ao romper da manhã

É mais pardal assustado

Do que galo galador, 

É bicho mutilado, galo

Que palra, palrador. 

 

O galo de crista arvorada

De garras lancetadas

Morre na cabidela do juizo

Que dele fazem os outros galos

Mais tenrinhos, mais fofinhos

Numa gala de convencimentos

Num tiro certeiro

Numa revolta no galinheiro. 

 

Intervalo

Para o galo que à frente

Vai primeiro. 



carlos arinto maremoto às 12:41
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Terça-feira, 21 de Janeiro de 2020
A história da carochinha

Tocam carrilhões

Badalos

Chocalhos

É alerta geral

Soam gaitas, 

Pifaros e vuvuzelas

Batem

Com tampas em panelas

Num carnaval

De exorcismos

Todos em contrição, 

Fogem assustados

Ficam os malvados

Eu mim, eu não. 

Quem quer casar com o João Ratão!?! 



carlos arinto maremoto às 00:41
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Segunda-feira, 20 de Janeiro de 2020
O combate ao frio

No tempo em que a geada é rainha

Muitos poetas escrevem versos

Para se aquecerem na fogueira

Das faúlhas e dos seus abraços. 

Nas  palavras inventadas

Com a urgência da ternura

Do calor adormecido que desperta

E há-de explorir em mil faiscas

Em sol e em silencio

Os poetas procuram palavras

Para se aquecerem, enquanto, 

Uma valsa que desce pelos rios

Vai surgindo, tímida, bruta depois, 

Num batuque de aguas

Num frenesim de emergência.  

E o frio desaparece. 

 

Ficam saltitares de crianças 

Risos, brincadeiras, jogos antigos. 

Velhos enrolados nas salgadeiras da vida. 

Àrvores em estilhaços 

Fumeiros que preservam a memoria

Em palavras sussurradas

Noites de cristal esculpidas em luar

Agasalho de viver. 

 

Palavras que os poetas inventam

Para combater o frio. 

(não sei se resulta, se a receita é maior

Sei que me apeteceu dizê-lo, assim!

E eu, nem sou poeta) 

 



carlos arinto maremoto às 07:52
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Domingo, 19 de Janeiro de 2020
Non bis in idem

Absolutamente. 

Claro que não. 

Nunca!

Diz o criador 

Para a "coisa" criada.

-Nem por absurdo. 



carlos arinto maremoto às 11:14
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Sexta-feira, 17 de Janeiro de 2020
Tudo medra

Tudo medra

Que merda, 

Até o cão da vizinha

Faz aquilo que não devia fazer

Não por culpa do cão, 

Mas por culpa da vizinha. 

 

Que merda! 



carlos arinto maremoto às 17:38
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Malversação dos ímpios

Está eleita

Está eleito

Cada um à sua vida. 

Não chateie mais.

 

Obrigado doutor

Mas, esta vida

Não tem melhoras. 

 



carlos arinto maremoto às 12:36
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Quinta-feira, 16 de Janeiro de 2020
A vida no campo

Tal como havia começado, 

Num repente, tudo acabou.

O sol, a chuva e o medo. 

 

O tempo é de rezas

E de espera 

Para quem trabalha e acredita. 

 

Tudo se recolhe 

No abrigo do celeiro

Tudo se guarda

Agora, para depois

Tudo faz falta, 

Tudo tem um sentido. 

 

Não vejo ninguém na rua. 

Portas e janelas fechadas

Em resguardo. 

 

Foi assim que encontrei

Perdida, solitária, 

A minha aldeia. 

 

 

 



carlos arinto maremoto às 23:35
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Quarta-feira, 15 de Janeiro de 2020
Cinema

Ah, sim o cinema, 

Fonema, Filomena, 

Filmes, fitas, clubes

De apaixonados

(em cine) 

Pelo mágico projectado. 

Coisas que vi na tela

Na pantalha, 

No televisor

Num lençol estendido

À noite ao luar

Com peripécias 

Que nos faziam corar

E sonhando, 

Também querer

Aventuras e amores. 

Recordo em sessão dupla

Dois filmes com intervalo

Um de cada habilidade

(género, sagacidade) 

Guerra, drama, história 

Ficção científica ou da outra

Muita coboiada e tiros, 

Fantástica distração

Onde éramos inocentes

Idólatras e críticos de arte

Sem o sabermos. 

Ah, sim, pois claro, 

O cinema.

Sempre o cinema. 

O cinema. 

Um fotograma. 

O cinema.

Outro fotograma.

Pelo menos era assim.

Agora é tudo diferente,

Até o cinema onde se vê 

O filme, mudou! 

Tem escuro

Nos andaimes da fantasia

Cor, movimento, sonoridades

Especiais enfeites

E animados desenhos

Inventados por alados

Artistas de mil e uma artes

De 1001 personagens 

Enredo, música, luz

Surpresa geral. 

O cinema

Tem um travo mágico 

A liberdade. 

Eu gosto do cinema assim! 

 



carlos arinto maremoto às 18:25
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Terça-feira, 14 de Janeiro de 2020
Um pensamento de chuva

Começou a chover

E não sentia que me molhava

Mas, por instinto

Corri para um abrigo

E a fim de me acautelar

(diria o meu pai

A quem devo todo

O juízo) 

Ali, 

Te fui encontrar. 

Esperavas por mim

E eu não sabia

Era a chuva que chovia

Nas tuas mãos, 

No teu rosto

Numa chuva, inesperada

Num tórrido mês de Agosto. 

 

Foi a chuva que nos juntou

E sempre que chove

Lembro esse momento infinito

Que me trás saudade. 

E, sendo já antigo o instante, 

Penso em ti

Como se de repente 

Me abrisse os braços e dissesses

Que bom estares aqui. 

 

Chove o teu olhar

Nos teus olhos de mosto. 

Chove o meu vaguear

Pelo teu corpo de lampreia

Lebre, puma, alcateia

Que a chuva tambem

Incendeia. 

 

Chove o meu pensamento

 

 



carlos arinto maremoto às 21:16
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Segunda-feira, 13 de Janeiro de 2020
Algar profundo

Meu amor

Enxombrado

Por tanto te querer

Por tanto te desejar

Sou cumplice

De mil vontades

Em dias presentes

Em tempos passados. 

 

(sempre, todas as vezes

Que o mundo se faz

Que avança 

Que volta atrás) 

 

Possui-me nas velas

Do teu abraço

Leva-me a voar

Na chávega 

Que me faz prisioneiro

Planar e morrer nesse olhar

Feiticeiro, 

Nesse encantamento

Que emaranhado

Num mar de sargaços

De onde não é possível fugir

Me extasia. 

 

Como um rio, 

Ou o algar do vento

Que não se deixa

Agrilhoar

Afago sorrisos

No sal que perpetua

A sentença 

De que o mundo

Nos é indiferente, 

E nele somos excepção.

Únicos. 

Verdadeiros! 

( herdeiros que de longe chegam 

Que para longe vão

- que excepções e regras

Sempre houve) 

 

Sou teu

Sem dono, 

Sem tempo, 

Sem razão. 



carlos arinto maremoto às 11:15
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Pangeia

A noite

Era, toda ela, de lua cheia.

Um lobo, dos muitos que então existiam, 

Uivava. 

Toda a terra unida não era ainda nada, 

Embora já fosse tudo o que depois

Viria a ser, separados os continentes

No puzzle que rasga as famílias zangadas. 

Todos os sinais repousam, 

Ou nem existem. O mar é uma tormenta

E toda a vida, do seu interior, se agarra

Aos cumes mais altos das montanhas. 

Ter a ousadia do pensamento

É um absurdo.as florestas são lilases. 

Os gelos existem, mas todo o ar é quente. 

À noite, a lua, é toda ela cheia. 

 

Não tinha sido inventada a matematica

Nem as outras ciências do domínio das artes

Ou da construção do Homem. 

Eram apenas noites de lua cheia. 

 

A chuva, que havia com abundância

Era apenas água que escorria do ar

E a vida não sofria de desgostos. 

 

Tudo era fermento, colmeia, ninho

Abundância. E o mar

- toda a água e as suas conchas - 

Eram felizes. 

 

Hoje eu quero ser pangeia. 

Sem dor sem sofrimentos

À espera da lua cheia. 

 



carlos arinto maremoto às 06:56
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Domingo, 12 de Janeiro de 2020
O homem torturado

Pleno de farpas

Porque foi aplainado. 

Com tatuagens no peito, 

No pescoço e nos braços 

Segue caminhos de sedução 

Pelo canto do olho espreita

(Desconfiado de inimigos) 

Segue por trilhos apertados

Descalço ou calçado

(por vezes com as mãos no chão 

Por causa de uma luta

De uma conquista, de uma afirmação) 

Sem fé , sem votos ou credos, 

Conforme a vida lhe calha, 

No acaso de uma plangência

Umas vezes sim,

                   muitas vezes não! 

 

Fez como quis

O que escolheu

Nas opções que tomou, 

Sem arrependimento

Ou contrição, 

No galope da sorte

Numa sempre investida, 

Num revoar de ferimento

Colapsou

Um dia

Em que se sentiu cansado

E não voltou. 

 



carlos arinto maremoto às 17:32
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Sábado, 11 de Janeiro de 2020
Os velhos

Ainda o dia não começou e já há velhos no café. 

Dormiram mal, têm canseiras e outras aflições. 

Têm filhos, não sabem aonde e uma mulher que morreu

Uma mulher que se separou.

Ainda o dia não começou.

 

Os velhos ficam colados à porta do estabelecimento

Sem saberem para onde ir. 

Esperam que os venham buscar

Tem medo de sorrir.

Pagam-lhes para serem velhos.

Têm vontade de fugir.

 

Os velhos

Não estão a ficar novos

Não! 

 



carlos arinto maremoto às 07:51
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Sexta-feira, 10 de Janeiro de 2020
O amor por inteiro

O amor existe numas águas-furtadas

Na cave de um condominio

Num comboio que ruma a braganca

E por maioria de razões num elevador

Numa prancha de surf, 

Numa corda de alpinista 

E também  na casa da dona Amélia

Que é minha vizinha.

O amor existe para o senhor António 

E esposa, para a senhora Lucinda. 

E até a menina de saia travada

E seios enfunados sabe que o amor

Ao sábado é autorizado. 

O amor existe na paz do senhor

E no aconchego de uma mãe, 

Onde sempre esteve, onde sempre existiu. 

Na ternura de uma idade avancada

Na criança que tropeca

Nas mãos que seguram, nuns bracos

Que abraçam. 

Num beijo de bocas urgentes, 

Em línguas dementes. 

 

O amor existe 

Por inteiro

(com inverno, verão e o verde e castanho

De todas as estações, com montanhas e abismos

Como em toda a natureza, com fome, frio, calor

E saciedade, com nevoeiros e tempestades, mas

Sempre manso ou selvagem conforme as idades

No silêncio gritado de ser sentido de ser amado)

 

O amor existe! 

 



carlos arinto maremoto às 21:59
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MAREMOTO
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