Queria escrever sobre as tuas mãos
De dedos longos e finos,
Sobre a tua boca, o queixo, o rosto
Numa tentativa de te descrever
Mas não consigo.
Queria falar dos teus olhos
Descer pela curvatura da face
E poisar no teu pescoço
Como se estivesse a aprender a esculpir
A perfeição.
Queria olhar os teus cabelos
E sentir o perfume de todas as flores
Que são de cheiro e de mar.
E na fragilidade da tua presença de bambu
Sinto-me diferente. Talvez melhor
Ou quem sabe perdido no sabor da indecisão
De perceber quem sou e quem és!
Mas, o melhor será nada querer
Imaginar-te e viver como se o impossivel
Fosse... Impossível!
Estamos fartos de histórias de amor
Que acabam mal.
De heróis que se matam. De felicidades
E de impossíveis realizados. Não!
A nossa vitória é outra, é ser divinamente
Feliz e ter a força do universo
No segredo que ocultamos, entre mim e ti,
E nos beijos que todas as noites damos
Sabendo que nos amamos, como se isso fosse
Uma coisa normal, natural imprescindivel
E sem a qual seria impossível existir
(quanto mais viver)
Era sobre isto que te queria dizer, falar, confessar.
Estando calado no silêncio das palavras!
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