Pequenas opiniões sobre quase tudo que servirão para quase nada
Segunda-feira, 28 de Maio de 2018
Atipico

Este ano, 2018, é atipico.

Fica bem dizer isto assim.

podemos recorda-lo mais tarde

Quando for mencionado

Substituido por outros atipicos

Anos, décadas ou séculos.

 

Recordo que o tipico:

É esquecer!

Se me lembro, haverá razão.

 

De quê? Não sei!

 

Tomem nota. Este ano vamos ter

Boas colheitas.

Prémios fabulosos e sorte. Sim,

É preciso sorte.

 

A nossa fortuna é sorte

Na saúde e na doença

Tudo o resto é economia

Finanças e outras teorias

Que não sendo importantes

São moeda e notas,

Dinheiro.

 

Ah! O dinheiro.

Sobre isso é proibido

Falar!

Muito menos escrever

(Já ouço o policia 

a bater-me á porta)

 

Atipico sou eu 

Que não tenho dinheiro

Nem medo da policia.

 

 

 



carlos arinto maremoto às 11:19
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Domingo, 27 de Maio de 2018
O amanhã, dirá.

E depois,

Apareceram muitos em solavanco.

 

Era uma tarde como as outras

Um dia igual.

Já havia chovido de manhã.

No douro corria-se uma maratona

Em Óbidos a água entrava na lagoa

Vinda do mar.

Era uma tarde como as outras.

 

Chegaram poisando, emergindo,

Cheirando o ar, tateando, 

Como todo o estranho olhando em volta

Como os intrusos, dissimulando-se.

 

O mundo foi ficando assim.

 

Com os drones, podemos ver os montes

Os vales e os rochedos agrestes

Numa perspectiva diferente.

Podemos, até dizer que isto não é poesia

 

Mas, tudo avança em solavanco.

 



carlos arinto maremoto às 11:20
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Sexta-feira, 25 de Maio de 2018
A familia

Todos os esforços são vãos

A compensação financeira ou moral

Não existem.

Os esforços são suor, musculos retesados

Dor nos rins e palavras gritadas.

Esforcamo-nos porque queremos agradar.

Temos necessidade de conforto

De carinho, de reconhecimento.

Temos necessidade de amor!

Mas o amor extinguiu-se algures

Na média idade da evolução e morreu

Foi pena, chorámos muito, mas nada

Trouxe de volta o amor, nem a paixão.

Foi pena, poderia ter sido salvação...

Foi apenas um acaso, uma bofetada

Um tempo de azar e de meditação

Foi apenas uma coisa que houve

Aconteceu e na maravilha do ser, foi!

 

Tenho trovoada no corpo

Uma lança de um som de violino 

Uma faulha de um saxofone

Um silêncio de arte periférica.

(não aquela que os cidadãos louvam

e os governos apreciam, mas a arte

depois da arte e dentro e para além

da beleza, do caos e da perfeição)

Tenho a liberdade das plantas

Na sua folhagem sempre verde,

Sempre igual.

Infinitamente apáticas. Multiplas. Simples.

 

Hoje, esforço-me pela felicidade

Que será serenidade e pensamento.



carlos arinto maremoto às 12:38
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Quinta-feira, 24 de Maio de 2018
correr mundo

Quero correr o mundo

Tenho vontade e coragem

Mas falta-me o dinheiro

(que é coisa que nunca

Se diz em publico, 

Nem em poesia)

O mundo corre-se a pé.

 

E por este querer me fico

Sem abandonar o sitio

Onde estou.

Fica apenas o desejo

E a ilusão de que o mundo

Corre num ecrãn de televisão

 

São os tempos em que tudo

Chega pelo ar em imagens

Até os cheiros já sinto

No lugar onde me sento a ver

(o mundo)

Fecho os olhos e adormeço.

Mergulho nas águas do

Pacifico sul (geladas) com rajadas

De marés vivas e nuvens enfunadas.

Ou nas Caraibas, aquecidas.

 

Esqueço-me de quem sou

E bebo um sumo de laranja

 

Adeus mundo

Nunca aqui tinha estado

É bom ter acordado.



carlos arinto maremoto às 09:51
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Quarta-feira, 23 de Maio de 2018
teoria do autor

1. A poesia é diferente dos outros generos literários que usam a palavra para comunicar.

2. A poesia caracteriza-se por uma cristalização do conceito, pelo ritmo e pela objectividade com que se exprime, utilizando palavras que possuem perfil assertivo para comunicar o que se quer dizer.

3. A poesia abarca todos os temas da humanidade. Não é exclusiva do amor, mas tem nos sentimentos e na concepção do belo e da harmonia a sua base de construção.

4. A poesia é construida por versos, cada um, um poema, por ideias, conceitos e interligações que pretende refletir, dar a conhecer e explorar o homem universal, em cada época histórica da vida.

5. A poesia tem por missão dizer o que cada um sente, vê, observa e conclui numa estética intimista e universal. (em forma interpretativa disfarçada pela máscara da linguagem e utilizando todas as ousadias linguisticas que permitam ao leitor deleitar-se com o maravilhoso e o impossivel)

 

A. Porque se escreve? Para criar a ilusão de que a palavra é a criação do criado.

B. E a poesia é? O átomo do mundo. A essência das coisas criadas. O espirito, a quem alguns chama alma, da perfeição.  



carlos arinto maremoto às 08:58
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Terça-feira, 22 de Maio de 2018
Brasil

Nunca fui ao Brasil.

Sei que é "logo ali"

Ao cruzar do mar

Mas nunca lá fui

Nem sei navegar

Para lá chegar.

 

Porquê?

Não sei.

Não aprendi

Fiquei na praia 

E assim, fiquei

Só!

 

Depois o Brasil

Chega-me

Em entoações,

Em versos,

Em ritmos,

Em cores.

Vendendo a alma

A cachaça,

Os condoblés,

Os turismos.

 

O Brasil chega-me,

Mas eu,

Não chego ao Brasil

Que é longe.

Não chego ao Brasil

Que é muito

Não chego ao Brasil

Que é mundo

 

Sou Brasil

Sem sair de mim.

 

Nos orixás da preguiça

Sou latino e africano

E todo o mundo

Que fala português.

Sou Brasil.

 

 



carlos arinto maremoto às 11:00
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Segunda-feira, 21 de Maio de 2018
Aparentemente

Atrevo-me a pensar que a vida

É diferente.

 

Diferente do quê?

 

Do que nos ensinaram.

Do que nos quiseram fazer acreditar

De um jogo de futebol

De uma tarde na praia

Do que nos quiseram vender 

De uma aventura contada em livro

De uma musica famosa

De uma bebida energética

 

A vida é diferente!

 

É coisa nenhuma, somada a tudo

Que houve em excesso, que faltou,

Que não teve tempo para ser.

Pode um sonho ser sonho, quando

Não se sonhou !? 

 

Atrevo-me a pensar que a vida

É luar.

 

Também nos mentem acerca da morte

Que sabem "eles" disso?

Tudo está construido para nos enganar

 

Quero nascer amanhã, noutro lugar.

 



carlos arinto maremoto às 08:09
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Domingo, 20 de Maio de 2018
Guia do verão

Olho a manhã e acredito que o dia será

Sempre eterno, semelhante, belo.

A luz, perfeita no seu saltitar, jorra suave

Ainda hesitante, mas depressa será

Enxurrada e maremoto, tudo inundando.

De luz, passará a calor e a tufão incendiário

Consumindo as terras que não se vergam

À sua vontade e persistência

Fazendo crescer matos, frutos, rosas, cereais

Tudo que louva o sol e alimenta a vida

Resiste fermentando, resiste na luta,

A luz será àrvore, doce, abelha, pássaro

E no mar se reflete o seu nunca acabar.

 

Em poucos dias, os homens insatisfeitos

Pedirão chuva e encherão as praias de peixe

Preparando-se para outra forma de viver

 

A luz que se foi consumindo, porque nunca

O mundo está quieto, irá dar tréguas e poisio

E será auréola diferente, mansa e grata

Deixando os chãos sequiosos do seu retorno

Agora que se fez praia-luz, mosto e cume,

Vaza-se, puxada pelos astros

Para um canto sombrio do universo

E, para nós, parece que arrefece.

 

Mas, a luz não se apaga, apenas esmorece.



carlos arinto maremoto às 09:28
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Sábado, 19 de Maio de 2018
Sem tempo

O tempo vai indo, andando, voando

Como se não existisse

Sem cansaços, sem pausas sem razão

Como se não existisse

E fosse uma ilusão.

 

O tempo prolonga-se para lá do tempo

E nós, que sabemos que somos um tempo

Uma soma de tempos

Não conseguimos agarrar uma fracção

Um breve momento, uma canção

Porque todo o tempo nos diz que já passou

Que já é recordação.

 

E se lhe falamos do tempo á frente

Encolhe os ombros, disfarça

Diz que não sabe que tempo tem.

 

Neste tempo, como em todos os tempos

Somos nós o tempo, somos nós a lição!



carlos arinto maremoto às 09:45
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Quinta-feira, 17 de Maio de 2018
O instante

Na fotografia fica o instante.

No video o movimento, o sorriso

O olhar desconfiado.

Estamos todos ali,

Uns sentados, outros de pé

Lembrando tempos de felicidade

Porque só se guarda o momento

Quando somos felizes.

 

Muita gente à mesa.

Alegres, cansados, traquinas

A avó, os tios, netos e irmãos

Os pais sempre em frente

Escondidos no meio

Orgulhon de uma familia reunida

Por laços e vidas indestrutiveis

Muita gente à mesa.

Como depois estarão

Nas cerimónias da vida

E nos funerais que serão

Impossiveis de evitar.

(Resignados assistimos

Impotentes e em desespero)

Voltamos à mesa para festejar

A familia num retrato

Alguém acena, tudo se compôe

Encenando a pose que vai

Perdurar até o mundo acabar

E tudo fica.



carlos arinto maremoto às 09:11
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Quarta-feira, 16 de Maio de 2018
os pássaros

No voo da manhã

Todos os pássaros são iguais

Quando saiem do ninho.

Trazem ainda penugem

Uma sede de universo

As pernas frágeis e olhos

Cheios de aventuras

As asas molhadas

Pela luz da madrugada.

 

Gosto de pássaros que chilreiam

De cantos, de melodias, de silêncios

De experiencias e de ousadias.

Pequenos seres que começam a ser

Onde, ontem, não existiam.

 

No voo da manhã.

Começa a vida inteira

Comigo presente

Poisando aqui, poisando ali

Até que um mais aflito

Voa até ao infinito.

 

Fico, com um sorriso

A vê-los voar!

 

 



carlos arinto maremoto às 07:27
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Terça-feira, 15 de Maio de 2018
o meu pai

A vida é uma chatice.

Perdooem-me os iludidos

Que descobrem rosas

Luzes e maravilhas em tudo

Mesmo quando tudo

(mas tudo) corre ao inverso

Do que poderia ser a vida.

A vida é uma chatice.

Diria o meu pai

desfalecendo

E como eu me arrependo

Por tudo o que não lhe dei

E como eu me levanto

Para o ver sonhar

Sentir, sorrir e amar.

 

A vida é uma chatice

Mas, todos os dias te quero

Junto a mim.

 

Ensina-me a viver!

Pega-ma na mão

Corre comigo na terra

Que será sempre nossa

Passearemos pelas ruas

De uma madragoa

Que será sempre jardim

E nunca (mas nunca)

Cama de hospital.

 

A vida não é uma chatice

Quando estou contigo!

 



carlos arinto maremoto às 09:02
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Domingo, 13 de Maio de 2018
Farmácia

Um poema pode ser feito na farmácia.

Pode! É receita para muitos males

Padecimentos e cura como cura a procissão

Ou um festival da canção!

 

Um poema pode ser como um campo de futebol

Ou um teatro espontâneo de uma celebração.

 

Já o autor do poema pode não ser poeta

É apenas doente, paciente ou inocente

Tem razão em vir á farmácia pedir sonhos

Verão e água termal, que ninguem se importa

 

É louco, já se vê.

Pode-se dizer que filosofa

Que sorri e faz galhofa

Mas, tem bom coração.

 

Um poema de alquimia é ciencia exacta

Gosto do cheiro da farmácia.

 

 



carlos arinto maremoto às 10:33
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Sábado, 12 de Maio de 2018
reunião

As ruas estão iluminadas com pessoas

Que percorrem os candeiros da estrada

Entre o claro e o negro, a sombra e a luz

Num calcorrear, para cima ou para baixo,

Vigiados por câmaras de segurança

- E outros agentes da autoridade -

Sem um destino maior que a felicidade

Obtida pelo prazer de viajar, ver, ouvir

E conversar com amigos que (no meu caso)

Já não existem. Uns morreram, outros

hibernaram das coisas da vida, restam

Os sobreviventes da guerra e do passado

E com esses sou peregrino e sol

Camarada, soldado!

 

Já não há ruas desertas. Ainda bem!

Todas as ruas têm o passado de alguém.

 

 



carlos arinto maremoto às 09:15
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Sexta-feira, 11 de Maio de 2018
duas participações no Brasil

editora folheando.jpg

 

alfarrábios.1.JPG

 



carlos arinto maremoto às 09:23
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Quinta-feira, 10 de Maio de 2018
dia da espiga

Pão, azeite, dinheiro e alegria

Todo o ano.

Hoje "dia da espiga" em que o 

Raminho de papoilas

E flores silvestres, faz tradição.

Quem se lembra?

Quem celebra?

Os mais velhos, dirão!

Espigas, ramos de oliveira,

Margaridas e videiras

Com a cor do mundo se faz

o culto a procissão

O desejo de casa farta

E a ressurreição.

 

Paz, alegria, azeite e pão.

 

 



carlos arinto maremoto às 17:44
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Terça-feira, 8 de Maio de 2018
emergente

Emergente é artista enquanto novo.

E depois envelhece

E depois vem outro e emerge.

É uma ondulação, uma chatice

Se nada do que existe permanece.

 

A discussão sobre o poeta emergente

é tão frágil como o sumo do limão

Uma bainha das calças ou um cão: 

Servem de companhia e refrescam

Podem até ser consolação e fermento

Mas poesia não!



carlos arinto maremoto às 20:39
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Domingo, 6 de Maio de 2018
O dia comemorado

Era o dia. São os dias.

Tudo se comemora

E no namoro dos dias

Fica o desejo e a foz

Das vidas sem vida

Que foram dias

E já nem ligamos.

 

Numa foto parou o tempo

Noutra, ele (o tempo) lá está

Acordado a olhar-nos

A fazer-nos cansados

 

Numa memória continuam

A haver sorrisos, ternuras

Lágrimas, beijos, saudades

 

Era o dia. São os dias

Todos os dias

Que se vão tornando diferentes.

Outros dias

Que nos dizem que entre

O velho e o novo dia

Existimos nós.

 

Todos os dias!



carlos arinto maremoto às 11:43
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Quinta-feira, 3 de Maio de 2018
Bamburrio

Abra-se uma porta

Para que o sol entre

Deixem que a luz invada

Todo o meu corpo

E a alma (pode ver-se

à transparência que

a alma existe)

Deixem que a energia

(o respirar)

Se misture com o ar

E na volta de um vento

Levite sentimentos

Agradecimentos e 

Ilusões - ou diamantes

Que são a verdade!

 

Depois da porta

Para lá da umbreira

O mar deste povo

Ontem, como hoje

Forte, viril e primeiro.

 

A porta somos

Numa asa de tempo

Num polvilhar de canela

Numa rama de acuçar

Numa falésia alta

Numa oliveira antiga

Numa cidade velha

A porta somos!

 



carlos arinto maremoto às 10:00
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Quarta-feira, 2 de Maio de 2018
os imaginários

Avistar a grandeza que existe em cada um

Parecia-me impossivel.

Duvidava mesmo que essa grandeza fosse

Real, apenas a vislumbrava imaginada.

 

Mas, isso foi antes. Hoje tenho a certeza!

 

Se somos um somatório de mesquinhezes

Como podemos ser grandes e enormes

Nos sentimentos, na afeição, no amor

Na prática reiterada da amizade, como?

 

Onde está a grandeza de sermos humanos

Sem outro consolo que nós próprios

No mundo escuro das amizades e do amor.

 

Sim, a amizade é uma forma de amor

E o amor será uma amizade sob a forma

De vento, de furia e de tempestade.

 

A minha grandeza é ser pequeno. Minúsculo,

Frágil e indiferente...pois a turbulência

É apenas vaidade e vicio. 

 

Fui feito para estar aqui num acaso

E num acaso serei o que quiserem

Porque o mundo é assim! Fútil e inutil!

 

 



carlos arinto maremoto às 17:50
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