Pequenas opiniões sobre quase tudo que servirão para quase nada
Sexta-feira, 10 de Janeiro de 2020
O amor por inteiro

O amor existe numas águas-furtadas

Na cave de um condominio

Num comboio que ruma a braganca

E por maioria de razões num elevador

Numa prancha de surf, 

Numa corda de alpinista 

E também  na casa da dona Amélia

Que é minha vizinha.

O amor existe para o senhor António 

E esposa, para a senhora Lucinda. 

E até a menina de saia travada

E seios enfunados sabe que o amor

Ao sábado é autorizado. 

O amor existe na paz do senhor

E no aconchego de uma mãe, 

Onde sempre esteve, onde sempre existiu. 

Na ternura de uma idade avancada

Na criança que tropeca

Nas mãos que seguram, nuns bracos

Que abraçam. 

Num beijo de bocas urgentes, 

Em línguas dementes. 

 

O amor existe 

Por inteiro

(com inverno, verão e o verde e castanho

De todas as estações, com montanhas e abismos

Como em toda a natureza, com fome, frio, calor

E saciedade, com nevoeiros e tempestades, mas

Sempre manso ou selvagem conforme as idades

No silêncio gritado de ser sentido de ser amado)

 

O amor existe! 

 



carlos arinto maremoto às 21:59
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Paradoxo sentimental

Cansado de andar sempre a dizer o mesmo.

Cansado da morte e às vezes também da vida. 

Cansado de estar cansado. 

Fica descansado que não te vou incomodar.

Porque não há incómodo que o possa pagar. 

 



carlos arinto maremoto às 08:32
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Ten years after

Acenas-me com a gelosia

Das pontas do teu cachecol. 

Sorris, sopras-me um beijo

Devolvo-te o mesmo em desejo

E na madrugada que em amarelos

Nasce a oriente levanto a mão

Para um adeus. 

 

Sou estilhaço, 

Fragmento, 

Espuma

E nada faço. 

Erguendo-me no sol

Das recordações 

No areal dos sentidos

No coar das lembranças 

É no fumo dos dias

Que me desfaço! 

 

 



carlos arinto maremoto às 08:13
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MAREMOTO
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