Pequenas opiniões sobre quase tudo que servirão para quase nada
Domingo, 31 de Maio de 2020
Dragão

Um dragão subiu para o espaço... 

Hoje, ante-penúltimo dia de Maio. 

Foi emoção, após uma primeira vez

Que o tempo adverso anulou 

Criando expectativa.

Eu vi!

Hoje, foi possível romper fronteiras

Há muito seladas, erguer o cone do nariz

Em labaredas de fogo e seguir... 

Seguir... Seguir rumo ao espaço. 

Recuperar os propulsores, ter ciência 

Design, estética e eficácia. 

Hoje, eu vi que o mundo avança 

Enquanto tumultos e vinganças fervem

Na mesquinha aldeia da Terra.

Onde uns se engalfinham e abatem

Outros se diluem no lixo das cidades

E estes se separam rumo ao espaço. 

 



carlos arinto maremoto às 03:00
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Sábado, 30 de Maio de 2020
"Eles" andam por aí

Duas horas da manhã 

O carro do lixo pára à minha porta 

E retira os cadáveres do contentor

Depois, arranca em velocidade. 

 

Logo depois uma viatura 

"de caixa aberta"

Recolhe os móveis, os "Monos"

Os trapos, embalagens e vidros, 

Fica a mudança feita.

 

Limpam o local, plantam-se batatas

(as doces, que as outras são semeadas)

E na rua, no empedrado que restou

Uma mangueira lava o sangue do acidente

Que não tendo acontecido 

Por os protagonistas terem chegado atrasados

Suja o caminho que é de bois em esplanada.

Uma luz azul giratória dá cor e realismo. 

Finalmente, 

Bombeiros, ambulâncias e curiosos

Destroçam!

 

Fecho a janela. 



carlos arinto maremoto às 02:39
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Sexta-feira, 29 de Maio de 2020
Maratona

Vagas de gente arrastam-se em soluços 

Com a cara tapada

Costas encurvadas

Dirigem-se para lá do horizonte

Embora eu creia que andam em roda, 

Que nos vão aparecer pelas costas... 

Outros correm, ultrapassando, fintando

Escorraçando, para trás, silêncio e uivos

Deixando rastos de suor, odores e poeira

Do lixo que as sapatilhas levantam... 

Mais ao fundo os idosos, perseguem os segundos, 

(logo a seguir aos primeiros vêm os terceiros) 

Orgulhosos de afirmarem a decisão de não terem

Que competir porque a vida lhes dá esse benefício 

E os convida a serem tutores dos incautos

Dos apressados e dos ingénuos. 

 

Num outro patamar, estão as gentes que se imobilizam

Que não reagem, que observam e se interrogam, 

Para onde ir? Que fazer? Como construir o depois?

 

São vagas, ondas encapeladas, vírgulas assustadas,

Que por aí vão... 

Surfistas pedem recurso e apelação. 

Sim, os assassinos estão entre nós. É preciso esperar... 

O tempo elimina os inaptos, mata os enfraquecidos

Mas também destapa e identifica os cruéis, os malditos... 

Identifica em azul e vermelho no rastreio 

Os sem dono e os vermes disfarçados de... humanos. 

Na mistura apocalíptica da extinção um ruído telúrico 

Inunda a amálgama de enxertias em bando. 

A festa acabou. 

Morte por exaustão!

FIM! 



carlos arinto maremoto às 10:05
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Quinta-feira, 28 de Maio de 2020
A máscara

IMG_20200124_195122_894.jpg

Levo a mão à cara e estranho a barba,

Um conjunto de pêlos enrodilhados que cresceram

Durante a noite sem que desse por isso 

Uma areia relvada que me cobre o queixo

Tapando os lábios, descendo da cabeça, 

Escorregando até ao pescoço e emaranhando-se

Para os lados das orelhas como uma máscara 

Saíndo da pele e deixando os olhos lá ao fundo

Encovados, numa cabeça oblonga de melancia

Que tenho a leve sensação de ainda ser a minha. 

 

Estranho a transformação e o que me dizem os dedos

E a mão aberta, tateando nos fofos alpendres da cabeça 

Rodeada por um halo de invisível atmosfera que sinto

A toda a volta... ao mesmo tempo que... 

Algumas agulhas mais duras me ferem a mão. 

São espinhos, espetos e lanças que cresceram mais soltos

Mais compridos, desmesurados, como setas eriçadas

Protegendo o amplexo da barba que serra fileiras

Agarrando-se à cara, dobrando já como carapaça  a queixada

Que deve estar por ali, mas não encontro.

 

Sei que tudo o que tateio é preto e branco. 

Sem saber como o sei, apenas que o percepciono.

Procuro um reflexo, aponto a câmara e tiro uma fotografia

Estou nu e na imagem que se revela sou esponja 

Água e alga de serpente, boca de sapateira. 

Medusa se quiserem perceber a comparação, 

Num crãneo calvo - que absurdo - a crosta do universo

E a plêiade da pangeia. 

A minha barba de segunda feira! 



carlos arinto maremoto às 03:01
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Quarta-feira, 27 de Maio de 2020
Lixo

O lixo está cheio de caixotes, 

Não! É ao contrário,

Os caixotes estão cheios de lixo!

Os caixotes?

Bem, quero dizer os contentores. 

De lixo e velharias de detritos

E todas as porcarias 

Deitam todo o lixo, para o lixo. 

São o sumo espremido da sociedade

Boa merda, essa verdade!

Sim, a porcaria não tem idade. 



carlos arinto maremoto às 07:57
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Terça-feira, 26 de Maio de 2020
Calor e verão

Finalmente o calor

As águas salgadas

O bacalhau... Ups!

Desfiado

(em punheta, como antigamente)

As saladas frescas

A maionese e o marisco.

Finalmente,

A bebida com a cor das rosas

Um tinto

Com as sardinhas

Chapéu em cima dos olhos

Corpo transpirado

Aquela sensação boa

De embalo e de fuga...

Finalmente o calor.

Calções, camisa aberta,

Sandálias e persianas corridas

Para uma sombra fresca

Debaixo de uma árvore

Enquanto tudo em volta torra

E se derrete e evapora.

 

Finalmente vejo as formigas

No seu desassossego

E peço uma fresquinha com salada

De pimentos, pepino, tomate,

-outra, por favor!

Morro de sede e de saudade

De uns caracóis assados

Das tuas pernas nuas

Do espelho dos teus óculos

E também do sol no nosso corpo

E também de todos os verões

Que não vivemos

E daqueles que ficarão por chegar

Depois que a nossa vida

Adormeça

no aconchego de uma tarde de Verão

ou de uma outra tarde qualquer

Como é inevitável

(não precisamos de ser adivinhos

apenas secos ao sol.)

 



carlos arinto maremoto às 10:25
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Segunda-feira, 25 de Maio de 2020
Vortex

FB_IMG_1590387308499.jpg

Espero que as águas desçam 

Que a luz seja dia

E no vento que a névoa esconde 

Espreito a minha vida

Pelos olhos de um reflexo. 

 

Depois, 

Não sei se existe depois. 

 

As pessoas na serra

Olham-me desconfiadas. 

 

Alabardas! 

Sísifo! 

Sinais de caminhos

Por onde não passa ninguém. 

Peço ajuda, 

Mas, toda a natureza

Me ignora e continua a ser, 

A se transformar, 

Como se eu não existisse. 

 

Se calhar tem razão. 

Sou apenas o olho que reclama

A criação que se tolheu

A energia que não se libertou

Sou a rocha que se descasca

E a recordação dos antigos. 

 

Apesar do medo

Vejo-vos passar. 

Despeço-me desfolhando

Pálpebras. 

 



carlos arinto maremoto às 07:22
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Domingo, 24 de Maio de 2020
Amor

IMG_20200524_215903_164.jpg

 



carlos arinto maremoto às 22:06
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O vazio não existe

O vazio não existe. 

Está lá o medo. 

O vazio não existe

É um buraco cheio

De felicidade

Se o soubermos usar. 

O vazio não existe

Logo que

- por impossibilidade

Acontece - vem o sol

Preencher o lugar

Espantando o medo

Afugentando

O desconhecido

Mostrando que

O vazio não existe. 

 

O vazio é tão minusculo

Que nem sonhos lá cabem

Apenas o deserto preenche

O espaço que assim... 

Já não está vazio mas cheio

De nadas. 

 

O vazio não existe

Se nele colocarmos

As nossas vontades

Esperanças e forças. 

 

O vazio é utopia

E negação. 

Exemplo de oposto

Oportunidade

Ficção.

Sim, que a ficção é 

O encantamento 

De não sermos confrontados

Com o tédio da realidade. 



carlos arinto maremoto às 05:42
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Sábado, 23 de Maio de 2020
Interrogação

Cada um de nós

Apenas tem de agradar a si próprio 

Ou pelo contrário 

Tem de agradar aqueles que o rodeiam?

Pergunto. Interrogo-me.

Faço-me pedinte de opinião.

 



carlos arinto maremoto às 04:47
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Sexta-feira, 22 de Maio de 2020
Sapatos

Os sapatos

Já lá vão 

Andando 

E eu ainda aqui. 

Esperem por mim!

Também vou 

Sigo-vos

Esperem..

Sapatos que fogem

Deixando os pés 

Para trás. 

É que eles -

Os sapatos-

São novos 

E eu, 

Não!

Já não!

Já fui sapato, 

Andarilho 

Calcado de primeira

Luva 

Caminhante, 

Agora, sem sapato

Os pés a doer

Fico parado

vendo

Os sapatos 

Caminhar sem mim.

Foi destino

Foi castigo

Foi assim. 



carlos arinto maremoto às 14:09
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Quinta-feira, 21 de Maio de 2020
Oração no ofertório

E agora

Que as manhãs se apresentam cheias de nevoeiros 

E agora

Que há um fresquinho gelado no ar e uma roçadora de frio

A ceifar o ar e os contornos do nosso corpo

E agora

Que as andorinhas cruzam o espaço riscando os céus 

E as árvores despontam em folhas ericadas ao alto

Numa penugem que vai crescendo e engrossando em copa

E agora

Que a luz se lança sobre toda a vida terreste

Constituída por:

Aranhas, caracóis, abelhas, formigas e sapos

E agora

Que o passado passou e o hoje entra em erupção 

Embalando-me nos sons de uma valsa,

Nos ecos de um batuque, nos ritmos

De um bando de pássaros e de uma serenata de águas 

E agora que

Estou aqui e agradeço ser e estar,

                                                                 sinto-me feliz. 

 



carlos arinto maremoto às 07:14
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Quarta-feira, 20 de Maio de 2020
20 de maio

O horizonte como lugar de convivio

E o longe como objetivo a chegar

O confim inalcançável

e a vida  aqui em colmeia... 

Outras vezes em voos imensos solitários 

De pensamento. 



carlos arinto maremoto às 12:31
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Terça-feira, 19 de Maio de 2020
Calculo de probabilidades

Não tenho a certeza, mas é provável que sim. 

 

Quem tem certezas? - ah! Claro, os indomáveis,

Os que têm sempre razão. 

A certeza é uma verdade tão absoluta que não se discute

Obedece-se!

 

Outros flutuam entre o curioso, a afirmação e a correta

Ponderação entre o possível, o provável e o pressuposto

E mesmo demonstrado ficam com dúvidas .

 

É provável que sim, é provável que não!

Tenho dúvidas que na dúvida, me fazem certezas

De nunca conhecer a verdade. 

 

Afinal, a vida, não é uma realidade é uma ficção 

Um guião encenado, uma actuação premeditada

Uma história com mil poliedros e linhas mágicas

De repouso,

                       prisão,

                                        axacerbamento,

                                                                           meditação,

Roubo,

                bandido,

                                    ladrão

                                                       e asceta de excessos

Por maioria de razão. 

 

Tudo muito bem consignado. É provável que sim!



carlos arinto maremoto às 09:57
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Sem palavras

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carlos arinto maremoto às 05:45
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Segunda-feira, 18 de Maio de 2020
O voo do peixe no açor.

Um peixe de rio apareceu a voar no meu rio açor 

Mas, os peixes não voam, disseste tu. 

Isso é o que tu pensas! no meu rio do açor os peixes voam 

Sobem as águas, saltam, caminham contra a corrente

E deixam-se ver debaixo de um céu estrelado

Por entre fragas e penedos translúcidos 

Em águas frias, em poças elevadas, procurando

(e conseguindo) rumar ao início.

Os peixes das minhas águas doces, em Rio

De montanha, lá onde espreita o açor, o gavião, 

O milhafre e o tartaranhão

Voam e saracoteiam, bailam e volteiam

Semeando vida, nas águas que se agitam

Como lençóis de alva serenata de amantes

Em descida para a Foz, que, aqui é ali, 

Abre os braços em fluvial espraiamento. 

 

Este é o tempo do recomeço. 

Do assoreado mundo da vida

Do esplendor que não pode ser negado.

 

Aqui, onde tudo da água se transborda 

E se transforma. O açor plana abrindo as asas

E o peixe, esperguiça-se, sacudindo o corpo

Formando o salto, ganhando balanço no impulso

Voando os dois: um no alto outro no chão.

 

-Nunca tinha visto!

-Precisas de ter mais atenção! 



carlos arinto maremoto às 22:40
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Sem repetição

O passado terá realmente existido?

Onde estava eu quando o passado passou?

Certamente distraído a pensar que o passado

Nunca haveria de passar

E eu ficaria sempre a beber o perfume do teu amor. 

Mas o passado cavalgou, fez-se rebelde, chama

E no algoritmo da vida passou e tudo mudou.

É da natureza. Dirás!

Concordo que viver longamente tem dificuldades

E do tempo que passa, do que passou, 

Tenho saudades. 

Não, que as quisesse voltar a viver. 

(o que passou... Passou) 

Mas porque fico sem a certeza de que tenha sido eu

Quem esteve lá. Quem viveu o que só eu vivi. 

Porque agora sou outro. 

E esse outro começa todos os dias, sem passado

A viver enamorado. 

A procurar passar, futuros passados. 

 



carlos arinto maremoto às 07:22
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Domingo, 17 de Maio de 2020
Perdido no espaço

Perco fotografias 

E o desejo de estar contigo

Onde coloquei a cabeça?

Perco o que não tenho

E não sei onde deixei de ser eu

Para me perder. 

 

Num pequeno espaço de tempo

Perdi as certezas e a individualidade

E não encontro - não sei onde deixei

O corpo e a alma que ainda agora 

Estavam aqui. 

 

Dão-se alvíssaras, como antigamente,

A quem me encontrar. 

Nunca tanto me perdi por sonhar

E agora que me quero, não me encontro.



carlos arinto maremoto às 10:07
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Sábado, 16 de Maio de 2020
Second life

Não diria tanto, 

Nem diria mais 

Diria oportunidade. 

A vida que se faz vida quando sabemos esperar.

 

Nunca igual, 

Mas em regresso, em duplicado. 

Em versão continuada. 

Às vezes. Por vezes. 

De vez em quando 

Que na vida nada é certo.

Mas.... Tem vez em que acontece. 

 

Não diria tanto

Nem diria nada

O melhor é saborear e ficar calado. 

 



carlos arinto maremoto às 11:32
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Sexta-feira, 15 de Maio de 2020
De repente o dia

Há um sol que bate cheio nas minhas vidraças 

E a manhã explode em mil fragmentos de luz

Na cal que devolve o branco aberto em flor raiada

Coada por uma rede fina de dia lavado. 

Há um sol que se estende pela parede num abraço

E muda o mundo para todas as cores

Numa saudação de exuberante exaltação. 

 

Num repente... o horizonte acordou

E avista-se para lá do mar, para lá das montanhas

Para lá do sonho e vamos onde queremos ir

Sem limites, sem esforço, sem medos. 

 

De repente, o dia. 

 



carlos arinto maremoto às 07:33
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MAREMOTO
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