Pequenas opiniões sobre quase tudo que servirão para quase nada
Sexta-feira, 25 de Dezembro de 2020
Inverno em covas

Aqui não há barcos 

A água escorre naturalmente

Das montanhas

E depois, desaparece em caudais 

Ou em serpentina pelo chão.

 

Nas margens repousam fios de verdes

Castanho de folhas e musgo. Acácias, 

Carqueja, carvalhos, camélias 

E diospiros como luzes de natal. 

 

Toda a montanha se esvai

E sossega por entre penedos e rochas

Que se erguem do chão

E se espalham por povoados

De gente, de bichos e de silêncio. 

 

Há um sol luminoso fazendo espelho

Das águas, dos rios, das quedas

Na força bruta constante de fazer caminho. 

Há um sol que acaricia toda a vida

E torna o frio, o gelo e a névoa

Parceiros dos que chegam, cumplices

Dos que estão. 

 

O Inverno hiberna, é nos com ele

Sentamo-nos à fogueira para ouvir uma história.

Sabendo que hoje já nada é assim,

Mas insistimos, pode ser que pelo sonho

Nos tornemos mais jovens! Pode ser!

 

Embrulhados no frio. Revivemos! 



carlos arinto maremoto às 10:33
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Quinta-feira, 24 de Dezembro de 2020
Novos autores

Há sempre aberrações 

São conversas, 

Diálogos, troca de impressões. 

Acredito que está a acontecer 

Agora, que foi assim,

Que a atitude conta

Que o palheiro está cheio 

E cheira a bosta, 

A urze, a flores mortas

A pêlo de animais.

Dei a minha leitura ao escritor

E ele fez literatura e não livro, 

De fantasma a anjo, 

E depois tudo ficou xiqueiro

Porque era aí que me sentia bem

Não por temporadas

Mas para sempre! 

 

Onde estão os novos? 

Os autores e os outros! 

A vida e a pigmentação 

As horas e as saudades. 

 

Não deixar morrer os autores

A literatura não são histórias. 

 

 



carlos arinto maremoto às 10:40
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Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2020
Êxtase

É uma onda que vai subindo

Um crescendo em forma de lua

Uma batida contínua 

Um arrepiar 

Uma boca que se abre

Um grito

Um som de cascata a desabar

E na espuma que se asperge

Serpentinas de mil cores 

Pétalas, rosas, flores, 

Um batuque pauliteiro

Um fustigar

E quando todas as coisas se unem

Meu amor

Assim ficamos em festa

Em explosão, em fogo de artificios

Consumados. 

 

Em êxtase. 

 

Texto escrito após audição do tema "road house blues" dos Doors, cantado por Miley Sirus, com um grupo de músicos excelentes. 

 

 



carlos arinto maremoto às 21:57
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Talvez

Alta noite

Acordo cheio de frio

Sonhando

O que já não sei contar

Em nenhum pormenor

Apenas me lembro

De pensar em ti. 

 

Talvez, também, 

Naquele mesmo instante

Tivesses acordado

E destapado o corpo 

De cobertas e lençóis 

Por causa do calor

E... 

Tivesses pensado em mim. 

 

Talvez!

 

 



carlos arinto maremoto às 20:33
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Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2020
Havia duvidas

Se dúvidas houvesse

O que faria? Nada!

Ficava na dúvida. 

Há dúvidas que não são 

Para serem esclarecidas. 

São dúvidas de circunstãncia, 

Dúvidas de amor, 

Dúvidas que também podem ser

Dividas, ou divididas. 

 

Na dúvida eu escrevo ao banco

E anulo tudo. 

Na dúvida vou à igreja e pergunto

Deus, tu existes?

Na dúvida aguardo os meses da gestação 

E aceito que se não fui eu, 

Alguem foi!

A menos que seja natal e aí pode ter sido

Coisa e tal, embora já tudo tenha sido explicado

Que não foi assim. 

Ainda não havia, algoritmos na época 

E os mágicos não tinham televisão. 

(aliás, eles só aparecem lá para janeiro)

 

Tenho dúvidas que acerte

Tenho dúvidas que aperte

Tenho dúvidas que ganhe

O jogo há-de continuar sempre

Até ao infinito. 

Onde o vencedor persistente

Terá duvidas

E será morto pelos que têm certezas.

 

É uma duvida que eu tenho

Mas, pelo não e pelo sim,

Tenho a certeza de ter duvidas.

 

 

 



carlos arinto maremoto às 14:45
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Terça-feira, 15 de Dezembro de 2020
Terapia de solidão

Preciso desabafar

Fazer confissão. 

Olhar-me no espelho

E dizer que te amo. 

Preciso de me encontrar

Encontrar-te

Procurando-te

Encontrar-me

Buscando-me.

Tudo acontece

No tempo certo

E ao ritmo do ciclo

Que não entendemos, 

De que não somos 

Sobreviventes. 

 

Escrevo

Cristalizando

No mar que pangeia

A minha solidao

O eterno fumo

Do que sou

Ou fui

Na relação invisivel

Que nos une

E nos alimenta.

 

O amor é uma coisa louca

Que não existe

Há semelhança de outras

Coisas loucas

Que não existem

 

Mas que nos fazem... (a nós)... existir.

 

 



carlos arinto maremoto às 08:24
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Domingo, 13 de Dezembro de 2020
Olha aqui! Espreita!

Entardece, entrenece, 

Entre! se faz favor.

Vou ali buscar uma cadeira, 

Fique à vontade... 

Entremezes, fazemos a consoada

A Lisboa, cidade, enamorada

Ou onde os amores se cantam:

Mondego de Inês 

(que frio deveria ser aquele palácio 

O mosteiro, o castelo o choupal) 

Ou as ruas estreitas de mira-gaia

Pois não existe um mira-porto. 

Apenas a Foz onde desagua o douro

O vinho rabelo, 

Figueira, mais abaixo, onde se mira, 

A praia, de toda a beira

Fronteira. 

Se enternece outra ó de mira

Já a sul, e mira anda a norte, adentro

E em encantamento se busca

Mira Douro, que pode ser em qualquer lugar

Xisto, rocha, ilha atlantica

Mira Espanha e mira mouros, miramortos

Em Moçambique. mas... 

Faça favor de dizer, 

Sem adivinhas, ao que vens?

-buscar amor,

- desculpa?! Não entendi! 

São coisas minhas!

- minhas, também!

 

 



carlos arinto maremoto às 17:57
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Sábado, 12 de Dezembro de 2020
Poinsetia

Vermelha. 

Gosto de ti todo o ano

E quando te vestes de natal

Fico deslumbrado

Porque as tuas cores me iluminam

Frágil, carente e elegante

Recebes carícias e beijos 

Quando te sento nos meus joelhos

E peço um desejo.

 

Sim, és uma flor

O meu amor. 

E todo o ano gosto dos tons

Verdes, alaranjados, vermelhos, 

Roxos e amarelados 

Com que decoras a janela

Que trago no peito. 

 

Gosto de ti, por causa, dela!

Da chuva, da luz, da floresta

E a recordação de um sorriso

Um beijo, um toque de nada

Uma pétala que me incendeia

E torna feliz, ao ver teu rosto

Nós revérboros da lua. 

 

O meu amor, 

Nunca morrerá. 

 

 



carlos arinto maremoto às 12:29
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Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2020
A noite de inverno

O dia tapa-se de negro

E a chuva faz cortina 

Espessa como nevoeiro

Tudo Ocultando. 

Um frio de inverno

Anda à solta de parceria

Com chapéus, luvas, gorros

E outros agasalhos. 

Há humidade nos ossos!

E as luzes tornam-se manchas

E sinais de alerta, vida ou perigo 

Mas ruas molhadas

Em prédios cujas janelas se fecham

E no fugir acelerado dos carros

Dos transportes, barcos e comboios

Em pendulares idas e vindas

Até que todos os passageiros

Se esgotem. 

 

Mas estes, os passageiros, 

Continuam sempre. 

Noite fora, até serem renovados

Com novos utentes

Pessoal das limpezas, 

Novos emergentes que chegam. 

Outros que regressam da folia 

Mas, a noite, a luz, o escuro

A chuva e a humidade e a mesma. 

Não há vento. 

Valha-nos isso! 

Apenas um restolho de claridade

Assoma de um dos lados da cidade

E o negro fica cinza, quase branco, 

Depois torna-se cal e amanhece. 

 



carlos arinto maremoto às 18:33
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Quinta-feira, 10 de Dezembro de 2020
Transumãncia do amor

Não tem nada de novo, para dar. 

É sempre o eterno amor

A cavalgar, a batalhar, 

Por vezes, a atrapalhar. 

 

Passemos às acções seguintes

Ao tiroteio, à violência caseira,

À falta de dinheiro. 

 

O amor que se transfega 

Será sempre amor

Até porque o ideal é vender

Comprar e consumir

Como se não houvesse depois

E agora, o mundo fosse acabar

Outra vez! 

 

 



carlos arinto maremoto às 10:23
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Os olhos

Os olhos sobressaem

Por cima da máscara. 

E uma nova era de pinturas, 

Riscos, desenhos, sombras

E sugestões alastram 

Sobrancelhas, pestanas, 

Ponte entre o nariz. 

 

A cor reflete-se como águas

Que se revoltam, seduzem 

E chamam por mares 

Correndo desenfreadas por entre fragas

Estreitos sucalcos ou vertiginosos

Caudais de chuva no inverno. 

 

Os olhos dardejam e explodem

Como lume,  em labaredas de incontida

Permissividade que transborda

Da nesga que os aprisionam.

 

Os olhos.os olhos. Os olhos. 

Eu sei que são diospiros de mel

Os teus olhos de inverno. 



carlos arinto maremoto às 09:59
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Quarta-feira, 9 de Dezembro de 2020
Voyeurismo

São os teu braços que me acolhem

No doce calor da tua cabeça encostada à minha

Os dedos das mãos que se entrelaçam

O meu respirar tão próximo do teu. 

 

Num afago roço-te pela cintura

E peço-te beijos.

 

Despes a camisola e lambo os teus peitos nus

Afastas os joelhos para que possa possuir-te

O vizinho, do lado de fora, em frente, espreita-nos.

 

Ignoramos que nos excita sermos espiados

E fodemos com as janelas abertas

Para que o vizinho se satisfaça olhando para nós!

 

Meto a minha mão em ti. 

Acenas com o meu falo ao vizinho

E eu mostro-lhe o teu rabo 

Onde uma lingerie cinza tapa

Os teus anais sonhados

Esperando que o exibicionismo 

Possa ser apreciado e imaginado. 

 

Olhamos disfarçadamente para a janela

Onde o ignorado vizinho se encontra

E (com as bocas unidas) vimo-nos 

Como represa perfurada e erupção 

Desfraldada! 

 

 

 

 



carlos arinto maremoto às 14:16
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Terça-feira, 8 de Dezembro de 2020
Omissão

Não é o frio que me preocupa, 

Nem a chuva ou as previsões 

De pior tempo. 

Se o vento não me levou antes, 

Se o gelo e a neve não me pararam

Porque haveria de ficar morto

Com o teu silêncio, 

Ou omissão?

Sim, é uma arte não dizer, 

Esperar para que aconteça, 

Ou ignorar o amor que se veste 

Dos turbulentos humores do inverno

 

São jogos, propósitos, aconchego, 

Protecção a desilusões 

Omissões que me ferem

Compreendendo que tens razão! 



carlos arinto maremoto às 08:17
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Segunda-feira, 7 de Dezembro de 2020
Ausência é não estar

Ausente é não estar.

Abro as páginas da vida para te ler

E não estás.

Espreito por entre os bambus 

Que fazem biombo entre nós 

E não estás. 

Alcandoro-me no silvado

Que me fere as mãos e o corpo

Para te adivinhar

E não estás.

 

Concluo que não estás. 

Que não existes

E que sou eu que imagino

O que não pode ser concretizado

Porque, não estás. 

 

Nunca, estiveste, 

Desculpa! 

Foi a minha imaginação. 

 



carlos arinto maremoto às 08:24
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Domingo, 6 de Dezembro de 2020
A vida, encanta-me

Planto árvores, 

Raízes, 

Espalho terra e húmus 

Folhas mortas

Do passado Outono. 

Devolvo ao chão as ervas 

Que vão crescendo

Com a chuva

A turfa e o musgo 

Embelezam a paisagem

Enquanto o frio regressa. 

Eu, o meu filho

E os livros que já escrevi

São a minha vida. 

 

Depois olho para ti 

E rejuvesneço

Nos pequenos botões 

Que Hão-de despontar

Na primavera, 

Depois dos nevões. 

 

A vida encanta-me. 

 

 



carlos arinto maremoto às 08:28
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Sexta-feira, 4 de Dezembro de 2020
E assim o amor

Faz frio, 

Neva, 

Chega vento forte 

As ondas crescem

E batem forte. 

É assim o amor!

O céu escurece

A terra fica húmida, 

As barragens cheias, 

Caem árvores 

Desabam terras 

E os agasalhos fecham-se

Enquanto a lenha arde

E nos aconchegamos

Resistindo. 

É assim o amor!

 

E a vida! 



carlos arinto maremoto às 11:19
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Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2020
Linda

Linda, linda, linda

É quanto me apetecer dizer, quando te vejo. 

Nem sei porquê?

Apenas porque gosto, 

Porque aprecio o inclinar da cabeça, 

O sorrir do olhar, 

A medida certa do pescoço.

Linda, linda linda. 

Elegante, de silhueta felina, 

Deixando uma sombra menina

Na curva do espaço onde se some

E desaparece

Em nevoeiro

Quando por mim passa.

 

Não resisto em chamar-te, linda, 

Quando ao longe te vejo, 

E Mesmo que não me ouças, 

Passo por ti e continuo a chamar:

Linda! Linda! Linda! 



carlos arinto maremoto às 18:03
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Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2020
Imagino

Não te quero ver chorar

Sentir-te triste

 

Mas isso são desejos que calo e guardo

Porque nada posso fazer para te abraçar. 

Estamos longe.

Resta-me imaginar

Desenhando no ar a possibilidade

De um encontro. 

Estamos separados por mundos e multidões 

Por passados, por vidas, por obrigações. 

Tenho-te comigo em todos os momentos

São teus todos os meus pensamentos.

Sempre que me volto e te vejo

(em imaginação)

escapares-te numa esquina,

Caminhar por entre os muitos que a teu lado

caminham e povoam as ruas das cidades. 

 

Abre o teu sorrindo lunar

E faz-me rir. Vou-te beijar! 

Mesmo não estando aqui

Sabe a mar simular que te amo

E gosto de ti. 

 

 



carlos arinto maremoto às 13:38
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Terça-feira, 1 de Dezembro de 2020
aproximação a um sentimento

Não tenho nada a dizer.

O amor não é feito de palavras

O amor não é feito de sexo

O amor não é feito de intenções

O amor é:

 

Um gesto,

Uma caricia, 

Um olhar,

Um pensamento,

uma preocupação

Um orgulho,

Uma atenção

Um momento,

Uma compreenção

 

E tudo o mais que quiserem,

Mas,

Não transformem o amor em

Estouvada vaidade

Ou em vicio,

Porque não é verdade!

 

O amor semeia-se,

Alimenta-se e morre

Como toda a humanidade

Tem a vantagem de ser

Invisivel,transparente

E nos gomos que gera

Ligar toda a gente.

 

depois vai...

Se não o souberem reter

Insaciável,

Procura sempre novos parceiros

E tropeça e cai e volta a nascer

E porque é o amor

(quando aprisionado)

Revolta-se e mata

O amor é sempre um sentimento

De liberdade! 



carlos arinto maremoto às 09:25
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