Pequenas opiniões sobre quase tudo que servirão para quase nada
Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008
cuba

Claro que eu devo ser muito estúpido para não perceber a diferença entre Fidel de Castro e Raul de Castro. Mas continuo a achar que está tudo na mesma.

Aquela de os jornalistas e comentadores pensarem que com Raul pode haver uma abertura politica faz-me lembrar de Marcelo Caetano, não sei porquê! Esquisito! Uma coisa não tem nada a ver com a outra!

 



carlos arinto maremoto às 09:23
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1 comentário:
De Zé da Burra o Alentejano a 25 de Fevereiro de 2008 às 10:24
Qual é a "abertura" que refere? aquela que favorece as "Democracias" como as existentes em alguns países do terceiro mundo, muitos deles ricos, mas cuja população vive miseravelmente, porque o fruto de toda a riqueza vai para o "bolso" que uns quantos (poucos) predadores das riquezas desses países? ou das "democracias avançadas ocidentais"?

Conhecemos bem a perversão de umas e de outras!

Quanto às "Democracias" ocidentais, as perversões são mais refinadas!

Para além da liberdade de expressão sempre duvidosa, porque existem formas subtis de a eliminar. Lembro-me de recentes casos em que foram imediatamente punidos alguns responsáveis por críticas irrelevantes a membros do governo. Isto provoca o medo e serve de exemplo, evitando que outros casos bem mais importantes sejam divulgados.

Os eleitores podem realmente votar de tempos a tempos numa urna, mas pouco mais significa esta democracia. Os resultados eleitorais são sempre condicionados pelas opiniões que chegam aos cidadãos e que são, subtilmente, manipuladas pelos criadores de opinião, contratados pelas poderosas máquinas partidárias e pelas forças que dominam a comunicação social: a forma como são dadas as notícias ou até como não chegam a ser dadas as mais inconvenientes é um factor determinante quando chega a hora de escolher e votar. A censura prévia da época das ditaduras foi substituída pela auto censura actual. Quem não alinha com a linha traçada para o jornal, a estação de rádio ou de TV só poderá esperar a exclusão e ficar sem trabalho.

Que motivos levam a que determinados magnatas pretendam adquirir e dominar a comunicação social, uma actividade que é até economicamente bastante arriscada? As campanhas eleitorais e pré eleitorais começam aí, na comunicação social, e quem a dominar tem óptimas chances de chegar ao poder, directa ou indirectamente.

As contas das campanhas eleitorais de alguns partidos nunca correspondem aos reais gastos, mas o dinheiro teve de vir de algum lado....Talvez algumas notícias sobre corrupção não sejam alheias a tudo isto. A verdade é que nada se faz para prevenir novos casos. Quem é ajudado fica em dívida e as dívidas pagam-se.

As sondagens, que também deveriam ser proibidas, indicam as tendências de voto, condicionando também a decisão dos eleitores na hora de votar. Para quê votar em quem deverá ficar em 3.º, 4.º, 5.º lugares, i.e ., sem qualquer hipótese ganhar? Os eleitores acabam por escolher de entre o 1.º ou 2.º, mas, a única diferença entre eles é a critica ao opositor que está de momento no poder, e, depois, se o atingir, fazer o que entender, frequentemente, o que antes criticava, principalmente se conseguir uma maioria absoluta (o que nunca aconselho).

O sistema eleitoral português (como os outros) já beneficia os partidos mais votados, tornando as eleições num jogo de “ping-pong”, a que chamam de “alternância democrática”, i.e : “agora ganho eu, depois ganhas tu”. Mesmo assim, há partidos que desejam "aperfeiçoar" o sistema eleitoral. É claro que do “aperfeiçoamento” os dois maiores partidos são os beneficiados, pois vai facilitar-lhes a manutenção no poder, mesmo com resultados mais adversos, porque reduzem os poucos deputados dos partidos mais pequenos, ainda que tenham o mesmo número de votos. Calam assim algumas vozes incómodas no parlamento e acautelam o futuro, prevenindo-se de surpresas futuras.



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