Ponto um: inevitável falar e escrever sobre a tragédia na Madeira. Não por solidariedade balofa e vazia, mas para dizer que a Madeira é parte do território português de que nos devemos orgulhar.
Ponto dois: Todas as tragédias naturais, causadas pela natureza, são imprevisiveis e devastadoras. Como se costumava dizer " se a minha avó não tivese morrido ainda hoje era viva"...pois. Não vale a pena falar das ribeiras "estreitadas" e dos caudais reduzidos, das rotundas em cima dos leitos de cheia, das obras feitas ou por fazer, e dos erros "estruturantes" que, certamente, existem. Estes sempre existem e existirão.
Ponto três: Todas as autoridades, regionais e nacionais, estiveram mal. Localmente preocupados com a dimensão do sucedido e suas repercussões no turismo da região. No Continente, em alheada despreocupação, trocando serviço pela glorificação da irmandade.
Ponto quatro: O Partido do governo, apanhado na surpresa do acontecimento, enredado nas teias das declarações e escutas dos negócios "ocultos" a descoberto e a descobrir, extingue-se e afoga-se a gritar que é inocente.
Cada vez que um destacado militante fala... o PS encolhe-se mais um pouco. ( Almeida Santos tem contribuido para o ridiculo comparando escutas judiciais com as escutas da pide e outras barbaridades, depois da defesa do aeroporto na Ota, porque em Alcochete - como se sabe - se forem dinamitadas as pontes, fica o sul dividido do norte)
Ponto cinco: Os senhores que foram para o Haiti já tem para onde ir. Podem é ir já.
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