A minha sombra anda a rir-se de mim.
Se dou dois passos ela dá quatro,
Vai sempre lá à frente
Se dou cinco passos, ela encolhe-se
E com apenas dois fica para, trás.
Também anda ao meu lado,
Por vezes baixinha, outras esticada
E uma sombra arrepiada
Não lhe ligo nenhuma.
Ri-se de mim, faz negaças, simula monstros
E fantasmas nas paredes, bonecos, robertos
E se lhe pergunto para onde vai... Esconde-se
Desaparece!
Fica oculta debaixo dos meus pés.
E se a noite me surpreende no passeio da caminhada
Não a encontro em lado nenhum...
Deve ter corrido a esconder-se
A apressada.
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