Ponho a toalha na mesa.
A faca e o garfo,
O guardanapo,
O copo para o vinho,
Outro para a água,
O pão,
O prato, já me esquecia,
E sento-me a jantar.
Falta a comida, eu sei,
Mas podemos simular
Sem abusar
Que a comida não faz falta
Afinal, o que conta
É a intenção.
O ritual.
O resto é carnaval.
E foi assim, que o fotografo disparou
E ficámos todos na alegoria
Como se o tempo fosse mudo, quieto,
Sereno, completo, único e uno.
Sento-me à mesa
E na cadeira em frente não estás
Reparo que estou só
E não tenho apetite
Quero apenas repetir os gestos
Como sempre. Como nunca!
Ensaiar uma última vez.
Para isso chegam as vitualhas
Que sobram na memória,
O cenário e a luz mortica da lua
Afinal tudo é magia.
O acto acabou.
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