A gota ficou parada no final da caleira
Pendurada.
Agarrou-se com todas as forças ao redondo pvc
Tentou não cair e até soerguer-se, mas foi em vão
O pvc fez-se limbo escorregadio e a gota desabou
Com o seu corpo de água no canteiro em baixo
Ao fundo, à beira da estrada, lá onde uma rosa nascia
E assim a terra ficou molhada.
Há três meses que não chovia!
Como surgiu esta gota na caleira da alçada
Qual o milagre que a fez ali plantada
Bamboleando-se até cair?
A noite, a madrugada, a lua, a orvalhada?
E a rosa se abriu e sorriu no canteiro
Abrigado debaixo de uma goteira.
Basta uma pequena gota de água, uma minúcia
Uma alasticidade que nos deixa baloiçar e cair
Sempre que nos empurram, para de novo comecar
Basta um pequeno movimento, um roçar
Para que sejamos úteis e felizes.
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