Se me esqueço nem atribuo importância aos sonhos
Se sou desprendido de amores, de vidas, de entusiasmos
E se ainda sobrevivo na ignorância de onde estou,
O que faço aqui?
Certamente nada, ou muito pouco, ou até impecilho.
Por isso tomo notas no tal caderninho das memórias
Para verificar - todos o a dias - se estou vivo
Se persistem as razões dessa constatação e se...
Fazem o favor de me dizer as horas, porque acordo cedo
E o inverno não me deixa perceber se está a comecar
O dia, ou se já é a noite a baloiçar para mim.
Nós, as anémonas somos assim. Tranquilas.
Temos sentimentos escorregadios. Pólipos e medusas.
Nao respiramos, somos enfeites e predadores
Queremos distância dos humanos. Não temos amores
E estamo indiferentes e apóstatas para vocês todos.
(possuímos as nossas próprias cores, que são bem bonitas)
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