Escrevo a importância do hoje
Amanhã, já nada tem significado.
Escrevo que a eternidade é um embuste
E o ontem um segredo
Nada foi, como nos contaram.
As palavras crescem como figos
E em cada ciclo se repetem,
diferentes ou iguais, como mel.
Escrevo o que passa e na crónica
No relato e na balbúrdia do que assisto
Retenho fragmentos do possivel
Talvez nadas.
Todo o passado é uma data.
O presente uma festa
Por vezes, adiada,
Uma efeméride que não houve
Uma paz feita de guerras.
Descansa que o amanhã,
Que sempre acaba por chegar
Terá data emprestada e romãs para colher.
(mesmo que estiques o braço,
Entre o ontem e o amanhã
Ninguém chegará lá primeiro)
Deixa a vida ser. Devagar.
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