Tenho a serra
As neblinas madrugadoras
As águas frias
E a luz que emerge
Como alvorada
Em despertares de serena chegada
De mais um dia
Que me sorri com afetos antigos.
Tenho a serra e a floresta
Os javalis e as borboletas
Como companheiros de aleluia
Os dias aqui, são sempre iguais
Ao primeiro.
A serra mostra-se
E o mundo recuscita
Num chocalhar de silencios
Em rochas imóveis
Em chãos abruptos
Em cortinas de água
Em pássaros azuis que esvoaçam
E tudo acontece.
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