E assim, incomodado com a minha perplexidade
Fico a pensar que tinha razão quando disse:
- o amor o que é? Um sentimento cheio de nadas!?
E decido não me preocupar com o absurdo da relação
Entre corpos, atrações, paixão, palavras simpáticas
E gestos oblíquos.
Eu tinha a certeza que o amor era nada,
Um mito que justifica tudo e conforta a consciência
Para maus pensamentos e piores acções.
O amor é uma doença e como todos os males
Precisa, de ser tratado. Tantos livros, histórias,
Romances, poesia e mais poesia, e afinal
Tudo serve para fazer crer e construir fé
Mas não resolve o que fazer e o querer bem.
Já sabia que amor e amarração são sinónimos
Agora tenho a confirmação, a certeza, o desvario
De julgar pelas tuas mãos, de olhar pelos teus olhos
De beijar pela tua boca e de sentir pelo teu corpo
tudo o que a natureza produz em seus mistérios:
Luz, cores, explosão, sons e espaço, muito espaço
Para se viver o turbilhão pleno e sereno da vida.
Vês! Não se pode resistir ao amor!
Criar e destruir, são actos do mesmo impulso.
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