O tempo torna-nos diferentes.
Nem melhores, nem piores, diferentes.
Outros!
Alguns,
Continuando os mesmos, porque também dizem
Que nunca nos modificamos, vão ficando
Azedos! Amargos! Indiferentes ou radicais.
Outros tombam para a indigência da abstração.
Tornam-se Santos, fanáticos do futebol,
Militantes de seitas com nomes pomposos
E sabáticos.
O tempo destrói o amor, ou faz hábito da sua indiferença.
Não cresce com a saudade, cria ilusões e mentiras
Que se disfarçam em carinho, respeito, dependências.
O amor explode quando se banaliza e mata quando é traído
Confundindo-se com todos os seus contrários :
Ódio! Vingança! Repulsa! Chacina! Alienação!
O amor! Ah! O amor é álibi para o que se quer
E na indefinição da sua construção, serve para todas as jogadas
Das causas, às pedradas, da desgarrada ao crime mais hediondo
Melhor seria que o desprezassem, é dele apenas fizessem
- o quê? Talvez croquetes ou pataniscas!
Sempre alimentavam país , filhos, netos, amigos e outros carentes
Que o tempo não está para bravuras.
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