E de repente...
Todos quiseram vir reivindicar o seu bocado de carne
De sangue, de vísceras e de glória.
Foi um dia triste.
Há dias assim. Nem todos os dias
são de galhofa e de riso
Só os tolinhos vivem no embalo das sereias
Com que adormecem a sonhar.
E de repente....
Os abutres, as hienas, todos os necrófitos
Se entusiasmaram. Era chegada a sua vez.
Nada a opôr.
Temos de ser uns para os outros.
Tirei o veneno do saco e da mochila
E deixei que comessem à vontade.
Quem era eu para lhes interromper o mastiganço?
E bem manducavam... sôfregos, azedos, aflitos
Foi um prazer ter-vos conhecido!
Era já verão e os campos estavam mais limpos
Até as varejeiras se afastavam da peçonha
-vamos para eleições! Disseste.
Vai tu, respondi!
Oferecendo a cara e o outro lado da moeda.
E foi assim, quando tudo corria tão bem
Quando estávamos prestes a chegar
Ao outro lado do mundo ao outro lado do mar
Que tudo acabou. Ficamos assim:conclui!
E nunca mais ouvi falar de ti.
Os meus links