Casas com telhados rubros
Folhas, musgos, sinais dos tempos
Do gelo, do sol, da chuva, dos gatos
Que sempre gostam de passear por ali,
Dos pássaros que descansam
As sempre regressadas andorinhas
E alguns astros sem nome
Que do céu aterram nos telhados
Em viagem entre vermelhas galáxias
Amarelos e roxos dourados véus
Do profundo mais fundo universo.
Telhados em cone, em pirâmide,
Outros rasos como navios em porto
Telhados em escada e em redondo
Em caixa fechados em pétalas abertos.
Casas com telhados de sangue
Devolvendo águas ao chão, às fontes
Como chapéus em escamas
Em degraus em bico de beiral.
Pequenos olhos deixam entrar a luz
A noite e as linhas da vida
Que dispersas se acoitam e florescem
Debaixo de telhados cor de vinho
Cruzando destinos. Fazendo outros!
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